Depois de a Microsoft Portugal ter apresentado a Technical Preview do Windows 10, o TeK decidiu experimentar a nova versão do sistema operativo da Microsoft para partilhar com os leitores quais as primeiras impressões do renovado software.



Ao fim de vários minutos de utilização a sensação que prevalece, acima de qualquer outra, é de que o Windows 10 é na realidade o Windows 7 vestido a rigor para receber melhor um ambiente que está a ser cada vez mais dominado por portáteis híbridos e tablets potentes.



Quem usou o Windows 7, o Windows 8 e Windows 8.1, vai sentir-se como peixe na água com o novo Windows 10. Quem nunca experimentou as versões mais recentes e que estrearam o interface moderno do sistema operativo, vai agora ter muita mais facilidade em fazer a transição para um software mais evoluído.



Explicamos porquê.



Há quem lhe chame a maior novidade do Windows 10 – mas dificilmente assim o é, já que estavam todos à sua espera e até o seu aspeto já tinha sido revelado. O Menu de Início/Start Menu está de regresso com todo o seu pragmatismo, vindo ainda acompanhado de mosaicos dinâmicos.

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O TeK arrisca a dizer que este é o Menu de Início mais completo que a Microsoft já desenhou. Dá acesso às definições básicas do perfil de utilizador e às opções de energia – na barra superior -, dá acesso às principais pastas do sistema e dá também acesso aos programas recentemente instalados ou mais usados.

Depois há uma lista que permite aceder a todo o software que está instalado na máquina, além da barra de pesquisa que todos conhecem. Mas até a ferramenta de pesquisa está diferente, pois agora além de fazer uma busca apenas no computador, faz também uma pesquisa na Internet.

Imagine que é um jornalista e precisa de uma imagem do Satya Nadella. Pensa que tem uma no PC. Vai à procura dela, mas afinal não havia nenhum exemplar. De imediato o computador abre o browser com os termos de pesquisa definidos, o que garante acesso a um número muito maior de conteúdos.

Quanto aos mosaicos dinâmicos, funcionam tal como funcionavam no Windows 8 ou nos Windows Phone. O utilizador pode definir quantos quer, de que tamanho quer, e se quer que os mesmos tenham atualizações constantes. Além de ser uma opção visualmente mais atrativa e moderna, é também mais prática.

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Isto porque pode complementar com as ferramentas essenciais/mais usadas o que não está desde logo acessível através do Menu de Início.

Uma outra novidade – e esta sim pode ser apelidada como a “maior” de todas – é o botão Task View. Embutido na barra de tarefas, permite que o utilizador tenha uma vista privilegiada e bem segmentada de todas as aplicações e programas que estão em funcionamento.

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Melhor. Permite que o utilizador defina ambientes de trabalho virtuais. Isto quer dizer que pode criar “computadores” dentro do seu computador, de forma muito simples e prática. Por exemplo: dá-lhe jeito ter as aplicações de informação separadas das aplicações de entretenimento; basta então criar dois ambientes virtuais e fazer a respetiva distribuição das apps.

Em termos de produtividade, esta implementação é uma novidade – no Windows, saliente-se – que pode de facto ajudar a segmentar trabalhos, ou a dividir vida privada da corporativa.

O Task View é portanto uma dupla ferramenta que tem muito para dar aos utilizadores.

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Outra novidade bem vinda são as aplicações em estilo moderno – Modern UI – que no Windows 8 e Windows 8.1 apenas eram executadas em modo de ecrã inteiro. Com a chegada do Windows 10 isso muda e aplicações como o Mail ou como a loja do Windows podem ser geridas através de uma janela, tal como acontece com todas as aplicações e programas em modo desktop.

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A Microsoft possibilita ainda que o ecrã do ambiente de trabalho possa ter até quatro aplicações abertas em modo Snap – até aqui apenas eram permitidas duas. O TeK não conseguiu atingir este modo de trabalho, muito possivelmente pela resolução reduzida do tamanho do ecrã.

Uma outra funcionalidade que o TeK não conseguiu experimentar é o Continuum Mode e que está apenas disponível para computadores 2-em-1. Quando o utilizador separa o ecrã do teclado o Windows pergunta se quer ativar o modo tablet e aí o interface de utilizador transformar-se. Do lado esquerdo fica uma versão diferente do Menu Iniciar, enquanto que à direita fica o Modern UI tal como é conhecido do Windows 8.

Noutras oportunidades o TeK tentará avaliar melhor estas duas funcionalidades.

Nesta Technical Preview é ainda possível ver algumas alterações menores, como a existência do separador Home/Casa no Explorador do Windows e que agrega as pastas e os ficheiros mais utilizados por cada um. Há também agora no Explorador do Windows um botão de partilha, o Share, que pretende facilitar ações como enviar por email, zipar conteúdos ou abrir o conteúdo definido numa aplicação.

Por fim nota positiva para a Microsoft por ter disponibilizado uma Technical Preview, de forma tão abrangente e numa fase ainda tão “alpha”. É também de destacar que nas horas que o TeK passou com o Windows 10 não encontrou nenhum erro crítico ou falha que impedisse de facto sentir o que pode vir a ser este sistema operativo.

Os testes foram feitos através da virtualização do Windows 10 na VirtualBox da Oracle.

Considerações finais

O Windows 10 tem muito potencial. Acima de tudo, tem potencial para agradar a todos: empresas, consumidores finais, utilizadores do XP, do Windows 7, do Windows 8 e até de outros sistemas operativos.

A Microsoft cometeu vários erros com o Windows 8 – tal como admitiu o diretor executivo da empresa, Satya Nadella – e o Windows 10 é o admitir oficial de todas essas falhas. Como? Criando um sistema operativo que junta o melhor do Windows 7 com o mais apelativo e atrativo do Windows 8.

No geral o Windows 10 parece bem pensado, outra vez centrado no desktop, com uma boa vertente touch, com funcionalidades produtivas e pragmáticas. Resta saber o que é que a Microsoft ainda tem planeado, sobretudo ao nível da adaptação do Windows 10 a um vasto ecossistema de equipamentos, que passa pelos smartphones e até pela Xbox One.

Será o melhor sistema operativo de todos? Uma questão que só poderá ter resposta - se a tiver - no final de 2015. Mas pelo menos ganha o título de sistema operativo mais ambicioso.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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