A Huawei não tem tradição no mercado de computadores mas definiu umas estratégia para conquistar espaço, ligada ao ecossistema de smartphones e de serviços na cloud, e está a dar continuidade a essa aposta. O MateBook X i5 é uma das novas adições a uma família que já tinha surpreendido o SAPO TEK pela positiva e vem ocupar um espaço numa gama de preços mais próxima dos mil euros que complementa o portfólio da Huawei em Portugal, onde ainda é o MateBook X Pro que domina.

O portátil está dentro da linha dos novos modelos que acabam de ser anunciados em Barcelona, onde foram destacados os novos MateBook X Pro e o MateBook 14, para além do MateBook 13 que foi anunciado na CES. Mas o SAPO TEK já teve oportunidade de o experimentar, embora apenas por umas horas, e gostámos do que vimos.

O Matebook X i5 é uma nova linha de portáteis, complementando a gama que para além do X Pro já tinha os MateBook D e MateBook E, que não estão à venda em Portugal. Tem um design compacto, cuidado, e com algumas semelhanças de “família” com o MateBook X Pro, mas especificações mais modestas. O processador é um Intel core i5-8265U com gráfica Intel UHD 620 e o modelo que testámos tem 8GB de RAM e armazenamento de 256GB de ROM. E o ecrã de 13 polegadas não é táctil.

Apesar de ter um ecrã IPS, 2K, a quase eliminação das molduras dá-lhe um ar mais compacto e consegue desta forma ganhar uns bons milímetros face a outros modelos de portáteis com ecrãs da mesma dimensão. São 28,6 cm por 21,1 cm de tamanho e a espessura está reduzida a 1,49 cm na parte mais fina.

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Curiosamente este aspecto mais compacto faz com que pareça um pouco mais pesado do que seria de esperar. Só tem 1,3 Kg de peso mas “sente-se” quando se pega, provavelmente porque à primeira vista parece mais levezinho.

Nas ligações, a Huawei volta a reduzir ao mínimo as portas, o que aliás é a tendência de todos os portáteis mais pequenos e leves. Só há duas portas USB-C, uma delas para carregar a bateria, e uma entrada de 3,5 mm para headphones. Tudo o resto terá de ser ligado através da doca MateDock 2.

Tivemos apenas algumas horas para usar o MateBook X i5 mas foi suficiente para escrever este texto, ver alguns vídeos e ouvir música. O ecrã IPS 2K é bastante simpático para o trabalho e a exibição de multimédia, pelo menos em ambientes interiores, mas o melhor é não o levar para perto da piscina, onde vai ter muita dificuldade de ver as imagens e o que está a escrever, se estiver a trabalhar.

O modelo não tem um ecrã táctil o que causou alguma estranheza, talvez porque já estou habituada a esta funcionalidade que dá jeito em algumas situações, mas pela gama de preço percebe-se a opção da Huawei.

Bateria e opções de segurança do Huawei MateBook X i5

Uma das primeiras coisas que procurámos quando abrimos o portátil foi se teria a câmara escondida no teclado, mas a Huawei abandonou neste modelo esse truque, talvez porque, apesar de ser uma ideia interessante e curiosa para quem não quer ter sempre a câmara de vídeo “aberta”, a utilização provou que o ângulo de captação era estranho e disfuncional para quem faz videochamadas. Essa foi uma das principais críticas feitas ao MateBook X Pro, apesar de ter sido também uma das suas imagens de marca.

Preparado para trabalhar ou para o lazer, a nível de segurança o portátil conta com as opções normais do Windows e um sensor de impressão digital no botão de ligar/desligar que é confortável de utilizar, evitando fazer a autenticação noutro botão diferente. Há ainda a possibilidade de transferir ficheiros só com o recurso ao NFC, mas só funciona com alguns dos modelos mais recentes dos smartphones da marca, mas especificamente o Mate 20 com EMUI 9.0.

Este foi um dos maiores destaque da apresentação de hoje no MWC, com o OneHop a arrancar muitos aplausos do público, provavelmente de pessoas fartas de ligar cabos e ter de gerir complicações para transferir fotografias, videos e texto.

Com este teste não tivemos oportunidade de validar uma das características mais importantes: a bateria. Nas especificações do MateBook X i5 a Huawei refere uma capacidade de 3.660 mAh a 11,4V e fala em 10,3 horas de playback de vídeo, 9,1 horas de tempo de trabalho e 7,3 horas de web browsing, mas sabemos que estas métricas nem sempre são fiéis. Nas horas que o testámos o consumo esteve dentro do esperado e neste momento tem ainda um pouco mais de 50%.

O que é certo é que a bateria tem capacidade de carregamento rápido, com um tempo de 2 horas para repor toda a carga, e testámos apenas para repor o que faltava para os 100% já que a bateria não trazia a carga completa quando nos foi entregue. Mas para isso precisa de usar o carregador que vem no pacote, e não qualquer outro carregado USB.

Nas primeiras impressões o MateBook X i5 mostrou ser uma boa alternativa para o segmento de portáteis da gama dos mil euros e uma opção razoável em relação ao “irmão mais velho” MateBook X Pro para quem não quiser investir tanto dinheiro num portátil. É também uma escolha a considerar face a outras marcas com mais tradição no mercado, até porque a Huawei parece estar a levar a aposta neste segmento bastante a sério.

O Huawei MateBook X i5 vai estar à venda em Portugal a 21 de março e o preço de venda a público é de 1.099 euros.

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