A tradição ainda é o que era em relação aos balanços do final de ano. Todas as publicações que se prezam fazem balanços do que se passou nos doze meses e alguns até arriscam previsões para o ano seguinte.

O TeK não é excepção e por isso voltamos a convidar os nossos leitores a revisitarem alguns dos temas que marcaram tendência e geraram polémica no mundo das tecnologias, sendo que muitos vão continuar a ter impacto em 2011.

Apesar da crise económico-financeira, o ano que agora termina não foi parco em lançamentos de produtos e serviços, embora se tenha assistido mais à consolidação de tendências já antecipadas em 2009 ou logo no principio de 2010 e que marcaram a actualidade, como é o caso do Wikileaks, o interesse pelos tablets e a ascensão dos smartphones Android.

No TeK foram também estas as notícias que geraram mais comentários e participação dos leitores, a par dos temas relacionados com o software livre, a pirataria e os produtos da Microsoft e Apple – para o bem e para o mal. O recorde absoluto de comentários vai porém para o artigo “24 horas de downloads ilegais... contra a pirataria”, uma iniciativa promovida pela ACAPOR em Lisboa, que pretendia alertar os utilizadores para a necessidade de "aplicar a lei" criada para combater o download ilegal.

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Com mais ou com menos polémica, convidamos os leitores a acompanharam uma revisão dos 10 temas que marcaram o ano de 2010, alguns dos quais tratados em várias notícias do TeK. E, como habitual, outras sugestões e comentários podem ser deixados na caixa reservada para o efeito.

O poder crescente das redes sociais

O poder crescente das redes sociais
Assustador para todos os que se preocupam com as questões de privacidade, uma benesse para quem procura formas fáceis e rápidas de se relacionar com amigos e conhecidos na Internet, o domínio crescente das redes sociais é um facto incontestável.

Ainda ontem publicámos uma notícia onde dávamos nota das contas da consultora nova-iorquina Nyppex que calcula que o valor do Facebook aumentou 56 por cento nos últimos seis meses, com a rede social a valer actualmente 41,2 mil milhões de dólares (31,7 mil milhões de euros), face aos 26,4 mil milhões de dólares em finais de Junho, já acima de outras gigantes da Internet como a Yahoo e o eBay.

Com mais de 500 milhões de utilizadores, um número alcançado em Julho, o Facebook tem o poder para se tornar no Big Brother dos tempos modernos e a segurança dos dados ai guardados não é (nem podia ser) infalível. E mais de 100 milhões de perfis, chegaram aos torrentes apenas com o uso de um script.

O Facebook não é o único “poder” dentro das redes sociais, mas é sem dúvida o maior, como mostra a imagem da Flowtown que actualizou o mapa das redes sociais, originalmente criado pela xkcd.

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Em Portugal o interesse pelo Facebook é também elevado, e 78% dos utilizadores desta rede ligam-se todos os dias ao seu perfil.

Naturalmente este género de poder gera também um conjunto de inimigos. E o Facebook começa a ser alvo das pressões regulatórias dos mercados financeiros que querem conhecer melhor a forma como se move o dinheiro e as participações deste gigante da Internet, enquanto outros tentam conquistar um momento de fama à sua custa. Até a Greenpeace já atacou as “políticas sujas” da empresa

As redes sociais são um tema que vai continuar a dominar certamente a actualidade no próximo ano (nos próximos anos), quer pelo crescimento dos grandes poderes, as inevitáveis questões de segurança e privacidade, mas também pelo surgimento de novas iniciativas relacionadas com o modelo de redes sociais para diferentes nichos.


Todos querem um Tablet?


Todos querem um Tablet?


O conceito de um computador com ecrã táctil, para usar com os dedos ou uma caneta que substituía o teclado e o rato, não é novo, mas foi o lançamento do iPad, em Janeiro deste ano, que levou a um regresso ao conceito e a uma corrida aos Tablets.

O iPad foi por isso um dos produtos tecnológicos mais falados do ano, e talvez o mais desejado, apesar das falhas que lhe são apontadas, do preço e da demora a chegar a alguns mercados, nomeadamente o português, onde só começou a ser vendido em Novembro.

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O design e o conceito foram prontamente imitados por vários fabricantes, que, tal como já aconteceu com o iPhone, procuram acertar na fórmula para concorrer com o icónico produto. Por isso, este ano quase todos os grandes nomes da área móvel – computadores e telemóveis – mostraram as suas propostas de Tablets. A , CES de 2010 foi a primeira grande montra para estas propostas e parece que 2011 não será muito diferente.

O iPad começou a ser vendido no último dia de Novembro em Portugal, mas o entusiasmo pelo equipamento não foi suficiente para fazer esgotar o produto em todas as lojas.

Para além da proposta da Apple, ainda se contam pelos dedos das mãos os tablets que já podem ser comprados nas lojas portuguesas. O Samsung Galaxy Tab antecipou-se por alguma semanas e começou a ser vendido em Outubro, tendo sido testado pelo TeK. Já em Novembro , a Toshiba começou a comercializar o seu Folio 100 (que ainda não experimentámos de forma detalhada), e a Vodafone fez a sua investida nesta área com um modelo da ZTE e um preço abaixo dos 250 euros. As mais recentes concorrentes são a Huawey e a portuguesa Probitas, com o mobiOne.

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Mais certo do que qualquer aposta em casinos online é a garantia de que os Tablets vieram para ficar e que nos próximos meses vamos continuar a assistir a vários lançamentos, incluindo o antecipado anúncio de tablets com Windows 7, ou uma versão reformulada deste sistema operativo, que deverá acontecer já em Janeiro na CES.

E podemos apostar também que este novo formato pode não substituir os computadores portáteis nem os telemóveis, mas que vai ganhar quota aos netbooks e levar a taxas de substituição mais longas dos notebooks. Algo que a Gartner também preconiza.

Software livre à conquista do mundo

Software livre à conquista do mundo
Lentamente, muito mais do que os fãs gostariam, o software open source vai conquistando adeptos entre os Governos e as empresas. Os casos de sucesso de migração de software proprietário em ambientes críticos são cada vez mais frequentes e – por questões económicas ou políticas – os Governos aderem também ao conceito, mesmo que nem todos o façam de forma radical.

Ainda ontem foi conhecida a notícia de que o Governo Russo vai migrar todo o software para open source até 2015, num plano arrojado assinado pelo Primeiro-ministro Vladimir Putin a 17 de Dezembro, que integra um calendário de 25 pontos.

Em Portugal o assunto continua na ordem do dia e a Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas (ESOP) acredita que
o Estado podia poupar cerca de 80 milhões de euros
se optasse por usar software de código aberto, defendendo que esta seria uma opção racional numa altura em que se avaliam as alternativas para os cortes de despesas no orçamento para 2011.

Já próximo do final do ano o lobby do open source ganhou uma vitória importante com a aprovação, na generalidade, de dois diplomas que promovem a utilização de normas abertas na Administração Pública.

A IDC estima que o ecossistema Linux vai crescer, em média, a uma taxa de 17,6 por cento ao ano até 2013, indicando que os níveis de intenção de investimento em software open source aumentaram com a crise económica.

Mas, apesar da simplicidade de utilização de algumas distribuições de Linux e do aparecimento de mais alternativas credíveis a aplicações empresariais proprietárias, ainda há muito terreno a percorrer para concorrer em plano de igualdade com o Windows. E o grande mercado a conquistar parece já não ser o desktop, com as novas fronteiras abertas pelo Android da Google.

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Neutralidade na Internet

Neutralidade na Internet

O debate não é novo e vai certamente prolongar-se nos próximos anos. A importância de manter a Internet aberta é defendida por muitos que se opõem ao poder de algumas empresas sobre a gestão do tráfego na Internet, que potencia o bloqueio de alguns serviços.

A Europa ainda está a preparar um relatório nesta área, depois de uma consulta pública que mostrou o interesse em manter a Internet aberta, mas sem grandes alterações legislativas, apenas focando a necessidade de transparência.

Os norte-americanos estão mais adiantados e na semana passada aprovaram as normas destinadas a garantir a neutralidade da Internet, optando por assegurar a igualdade no tratamento do tráfego Web, independentemente da sua proveniência. Os ISPs ficam assim impedidos de dar prevalência a uns conteúdos sobre outros.

A excepção fica na Internet móvel, que continua de fora destas normas. Os operadores não podem impedir o acesso a qualquer site legal, mas ficam com a possibilidade de bloquear aplicações e serviços, desde que não se tratem de serviços dos quais sejam concorrentes.

Em Portugal a Anacom também está atenta ao assunto, e o PCP e o Bloco de Esquerda já apresentaram propostas de resolução e projectos de lei que garantam o Princípio da Neutralidade da Rede nas Comunicações Electrónicas.

Esperam-se desenvolvimentos no próximo ano, altura em que também a Comissão Europeia deve avançar com medidas neste sentido.

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Cerco à pirataria

Cerco à pirataria

2010 foi também o ano em que as autoridades apertaram o cerco à pirataria, ou cópia ilegal de conteúdos protegidos por direito de autor. Um pouco por todo o mundo ocidental, as leis sucedem-se, impõem-se penas mais severas e medidas de controle mais radicais, mas as taxas de pirataria teimam em não baixar significativamente.

Segundo uma análise às indústrias da música, cinema, televisão e software da União Europeia, no espaço de cinco anos a 1,2 milhões de pessoas ficarão sem emprego e centenas de milhões de euros vão perder-se para a economia em consequência da pirataria informática.. Em Portugal a Assoft estima que tenham sido perdidos 174 milhões de euros, com 34 milhões de euros de IVA não cobrado a passarem ao lado dos cofres do Estado, só no software.

Em França a polémica Lei Hadopi já está em vigor desde o início do ano e os últimos dados divulgados indicam que já foram notificados mais de 100 mil internautas por cópia de software. O sistema prevê três avisos depois de se identificarem os internautas em falta, após o que será cortado o acesso à Internet.

Em Espanha o Governo tentou fazer passar uma lei semelhante, sem sucesso, com a Lei de Sinde, que foi chumbada, mas vai tentar voltar a fazer aprovar a legislação.

Por terras lusas a Associação Fonográfica está a promover reuniões com os partidos políticos no sentido de os sensibilizar para o problema da pirataria, estimando que nos últimos cinco anos a indústria tenha perdido 70% da facturação. No total o número de unidades vendidas foi reduzido em mais de 50%, perdendo-se cerca de 60% nos postos de trabalho directos.

Também a ACAPOR está a tomar medidas e já no dia 5 de Janeiro vai apresentar uma lista de 1.000 endereços IP de utilizadores que descarregaram filmes piratas à Procuradoria-Geral da República. A promessa é de repetir a dose e entregar mais mil endereços todos os meses.

Na ultima semana o Ministério da Cultura português anunciou oficialmente que "está em implementação" um gabinete de combate à pirataria online, que ficará sob a coordenação da Inspecção-geral das Actividades Culturais (IGAC), mostrando que está atento à situação.

Mas estas políticas parecem ser incapazes de conter uma cultura de cópia que continua a disseminar-se. No top das descargas ilegais de filmes em 2010 o Avatar está em primeiro lugar.

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Democratização dos Smartphones

Democratização dos Smartphones

Entre Julho e Setembro
venderam-se em Portugal 1,6 milhões de telemóveis
, numa subida de 12 por cento face a igual período de 2009, de acordo com dados da IDC . Apesar da crise económica, o segmento dos smartphones foi o que mais cresceu, aumentando 82 por cento e contribuindo fortemente para os números globais.

Os números reflectem a realidade: cada vez mais pessoas procuram ter “telefones inteligentes” no bolso, não limitando o aparelho ao seu papel principal de fazer chamadas de voz. O acesso à Internet, ligação às redes sociais, email e capacidades multimédia tornam-se imprescindíveis nestes companheiros de bolso, e o resultado agrada às fabricantes e aos operadores, que vêm o resultado com a subida do tráfego de Internet móvel gerado pelos smartphones.

Na democratização dos smartphones a que se assiste a plataforma Android é uma das mais procuradas, subindo para segundo lugar na lista dos sistemas operativos móveis mais vendidos, com uma quota de 34% em Portugal, embora ainda distante dos 48% dos sistemas Symbian da Nokia.

Aquilo que já era uma promessa em 2009 começa a consolidar-se com o lançamento de um maior número de terminais Android, a preços bastante reduzidos, e também a maturidade da loja de aplicações e das versões do sistema operativo.

O iPhone pode continuar a ser o smartphone mais “apelativo”, apesar dos muitos defeitos apontados à nova versão lançada este ano, mas mantém-se como um equipamento de topo de gama a que nem todos têm acesso. Mesmo com o alargamento da venda do telemóvel da Apple a todos os operadores móveis, com a TMN a entrar finalmente no “bolo” depois da Optimus e da Vodafone terem disputado sozinhas as vendas no mercado português, o iPhone não aparece no “top5” das vendas em Portugal.

A trilhar um caminho semelhante - de um sistema operativo móvel disponível em muitos terminais de diferentes fabricantes – o novo Windows Phone 7 da Microsoft ainda não teve tempo para dar prova das suas competências. Lançado em Outubro, este sistemas operativo tem ainda
funcionalidades limitadas no mercado português
, onde só estará oficialmente completo no próximo ano com a integração da loja de aplicações e o serviço Xbox Live.

Mas a aposta da Microsoft parece ter sido certeira, com a definição rígida das características mínimas dos terminais Windows Phone 7, o que garante a qualidade do produto final, ao contrário do que acontece no Android, onde as diferenças de processador, memória e qualidade da câmara e dimensão do ecrã levam a experiências diferentes, e algumas um pouco desapontadoras. Isto apesar da flexibilidade que garantem no preço…

Pela negativa fica a nota para a Nokia que parece não ter ainda encontrado o caminho certo para recuperar os tempos brilhantes de antigamente. A empresa continua a perder quota globalmente sem conseguir lançar modelos suficientemente apelativos para se tornarem iPhone killers.

Jogos em movimento

Jogos em movimento

Afastem as mobílias ou comprem casas maiores, porque os novos sistemas de comando de movimento das consolas de jogos obrigam a muito espaço para toda a acção que trazem para a sala de estar. Depois da Wii ter dominado sozinha os jogos sociais com recurso a comandos de movimento, a Microsoft e a Sony fizeram todos os esforços para entrar nesta guerra. E a Microsoft foi claramente a vencedora, com o Kinect, o sistema que deixa a anos-luz qualquer outros comando para jogos.

Dispensando a utilização de qualquer acessório que o jogador tenha de segurar, o Kinect para a Xbox 360 reconhece os movimentos e 19 pontos do corpo do jogador, exigindo empenho verdadeiro e movimento acelerado para conseguir cumprir as metas propostas nos jogos de acção, dança e mesmo treino atlético que já foram lançados.

O sistema começou a ser vendido em Portugal em Novembro e a primeira remessa esgotou rapidamente, mas os stocks foram repostos a tempo do Natal, fazendo as delicias de muitas famílias.

Embora lançado mais cedo,

ainda em Setembro
, o Move da PlayStation não é concorrente à altura do Kinect da Microsoft, replicando a ideia da Wii sem acrescentar muito valor. Mas é claro que as escolhas aqui também estão relacionadas com a consola que já se tem em casa, e nesta área a PlayStation ganha claramente.

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Imagens a três dimensões

Imagens a três dimensões
Ainda no domínio da sala de estar, este foi também o ano de arranque das televisões 3D, que começaram a chegar às lojas antes do Verão com propostas em vários tamanhos e em tecnologia LCD, LED e Plasma, pela mão de diversos fabricantes.

As vendas ainda não são muito expressivas, até porque faltam ainda os conteúdos que justifiquem o investimento dos utilizadores, mas esta é uma nova dimensão na qual os fabricantes de equipamentos têm vindo a apostar,
a preços cada vez mais atractivos
, embora ainda com estratégias estranhas em relação aos óculos necessários para ver as imagens, incluindo muitas das televisões apenas um par, o que obriga à aquisição de acessórios extra que podem valer mais de uma centena de euros.

No próximo ano a Nintendo vai lançar a sua consola portátil com 3D, que não exige a utilização de óculos, mas começam a surgir os avisos sobre os
problemas que podem causar na visão dos utilizadores mais novos
.

No mercado de televisores a aposta na ligação à Internet para acesso a novos conteúdos - transformados especialmente para esta plataforma – está também a dar frutos em Portugal,
onde a Samsung e a LG já têm parcerias locais
com o SAPO e o Meo e querem desenvolver mais componentes que acrescentam valor a estes serviços.

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Ciberguerra e contrainformação

Ciberguerra e contrainformação

Os cenários de ciberguerra são cada vez mais reais e os ataques que este ano se registaram contra as infra-estruturas de alguns países comprovam as teorias que muitos especialistas de segurança já alinhavam há alguns anos. O
Stuxnet é apenas um dos exemplos
do que pode ser feito através das redes informáticas, e o ataque deixou muitas instituições preocupadas, incluindo a Europa, onde

a ENISA reporta uma enorme falta de comunicação e coordenação
entre os vários Estados-membros.

A ONU já pede um tratado contra a ciberguerra e o director da CIA garante que a Internet é já o quinto campo de batalha. A NATO está também a reforçar as suas defesas cibernéticas e quer ter um sistema totalmente operacional em 2012 para defesa de redes militares e civis, tendo testado a resistência durante a cimeira de Lisboa.

Do lado dos ataques informáticos as análises dos especialistas continuam a mostrar que as motivações são cada vez mais económicas e que existem autenticas redes organizadas de cibercrime para comercialização de malware, botnets e dados roubados.

Mas este ano foi também a guerra da informação que dinamizou títulos de jornais, com o Wikileaks a tirar partido do poder e da abertura da Internet para divulgar milhares de documentos secretos, alguns dos quais relacionados com a Guerra do Iraque, enquanto outros revelam questões diplomáticas.

Os ataques ao fundador do site por parte das autoridades só serviram para mobilizar uma guarda armada de internautas dispostos a proteger a ideia e o conceito do Wikileaks, e até a replicar a informação em mirrors espalhados por todo o mundo, que também tiveram reflexo em Portugal.

A polémica parece longe de terminar e nos próximos meses a organização sem fins lucrativos que suporta o site promete continuar a divulgar informação que por outros meios dificilmente teria a mediatização que consegue na Internet.

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Venda da Vivo

Venda da Vivo

Encerramos esta revista do ano com o negócio da venda da Vivo à Telefónica. O processo arrastou-se e não foi voluntário, mas a Portugal Telecom conseguiu sair “pela porta grande” de um impasse onde lhe restavam poucas soluções.

Sem querer abdicar da joint ventura criada no Brasil com a parceira Telefónica e que era uma das galinhas de ovos de ouro do grupo, a PT acabou por trocar a sua posição de 50% na Brasicel por um encaixe acima do proposto pela operadora espanhola e garantir uma posição na Oi, uma concorrente mais pequena e menos interessante mas que a empresa portuguesa promete desenvolver.

Este foi o maior negócio do ano e o seu impacto sentiu-se no pagamento de um dividendo extraordinário aos accionistas que já chegou às contas bancárias este ano, mas que ainda terá muito pano para mangas em 2011, até por causa de divergências de planos que podem levar à venda do portal UOL.

Terminamos assim esta revista do ano de 2010 com os assuntos que mais se destacaram este ano. Queremos saber também a sua opinião e por isso convidamos os leitores a usar a caixa de comentários para destacarem a sua visão do ano e destes ou de outros assuntos que marcaram a actualidade e as tendências que terão impacto em 2011.

A equipa do TeK deseja a todos os leitores um Excelente ano de 2011, com muitas novidades e um cenário económico mais favorável do que deixam antever as previsões já feitas pelos economistas.

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