A partir do início deste mês começa a generalização a toda a Europa da alteração que vai permitir aos utilizadores do Windows usar no acesso à Internet um browser que não o Internet Explorer, de forma mais fácil.



A medida foi acordada com a Comissão Europeia na sequência do caso que as autoridades da concorrência analisaram e julgaram, de queixas de empresas concorrentes que se diziam prejudicadas pelo facto do Windows, o sistema operativo mais usado em todo o mundo, apenas prever a utilização do Internet Explorer, também desenvolvido pela fabricante.



Cada utilizador é livre de instalar outros browsers, se assim o entender, mas não contava até agora com qualquer ajuda da Microsoft para facilitar a mudança. Na sequência do processo e como forma de evitar consequências mais graves e uma multa mais pesada, a empresa comprometeu-se a criar um novo ecrã para escolha do browser para a Europa. A actualização começa agora a chegar.



Trinta e dois países em toda a Europa serão visados pela actualização que afecta utilizadores do Windows XP, Windows Vista e Windows 7, através do Windows Update e listará a actualização com Prioridade Alta e Prioridade Importante, respectivamente para os utilizadores do XP, Vista e Windows 7.


O aviso só será recebido por quem tem o Internet Explorer como browser pré-definido, bem como a actualização à página de arranque do browser com a nova opção de escolha do produto que dará suporte a essa navegação, um formato que passará a acompanhar os computadores novos, pelo menos, durante os próximos cinco anos.



Entre as opções disponíveis a oferta estende-se a 12 propostas diferentes: Internet Explorer 8, Firefox, Chrome, Opera, Safari, Flock, K-Meleon, Avant-Browser, Maxthon, Sleipnir, GreenBrowser e FlashPeak.



Os mais conhecidos e que já hoje disputam mercado com o produto da Microsoft para a navegação Web - no Windows e em sistemas operativos alternativos - são o Firefox, o Chrome, o Opera ou o Safari.

[caption]Gráfico quotas[/caption]

O Firefox da Fundação Mozilla é o que está mais perto da quota de 45,5 por cento apurada pela Statcounter para o IE entre Fevereiro e Março, com 38,9 por cento das preferências dos utilizadores. O Chrome reúne 6,5 por cento, a Opera 4,2 e o Safari 3,68 por cento.

Estas são também as opções mais conhecidas dos utilizadores, sobretudo aquela que mais directamente concorre com a oferta da Microsoft, o Firefox. A versão 3.6 corresponde à última actualização do produto que assegura fazer a diferença por três motivos principais: rapidez, segurança e personalização.

[caption]Firefox[/caption]

Os três pontos foram, aliás, os que merceram especial atenção dos programadores responsáveis pelo desenvolvimento do produto no último update, cujas principais novidades referimos aqui.



No Chrome da Google a privacidade e a integração com uma ferramenta de tradução que leva novas funcionalidades para o browser são as novidades mais relevantes da nova versão de testes, hoje anunciada pela empresa.



A personalização, possível através de mais de 1.500 extensões disponíveis e a sincronização de favoritos (em todos os computadores utilizados por um mesmo utilizador) foram as grandes novidades da última versão estável - não beta - lançada pela empresa.

A Opera foi uma das empresas responsáveis pela queixa na Comissão Europeia contra a Microsoft. A empresa europeia considerava-se prejudicada com o "excesso de exposição" dos produtos da Microsoft nesta área da navegação Web. Mesmo com esse efeito já figura no top 5 das escolhas dos europeus o que muito se deve à última grande actualização do seu browser.

[caption]Opera[/caption]

Descarregado 10 milhões de vezes na semana em que chegou ao mercado, o pacote que inaugurou a era 4 na vida do browser (entretanto já na versão 4.5) introduziu uma novidade que agradou ao mercado: a tecnologia Turbo. É graças a ela que se torna possível compactar a informação de forma significativa antes de a transportar, melhorando os tempos de resposta do período. A alternativa pode ser ligada ou desligada sempre que o utilizador quiser.




Fecha o Top5 dos browsers mais usados na Europa, que são também aqueles que merecerão lugar de destaque no novo ecrã de escolha do browser do Internet Explorer (onde vão aparecer de forma alietória), o Safari da Apple.


A versão mais recente foi lançada no meio do ano passado e inclui uma série de melhorias face à versão anterior. Desde logo a velocidade - também um trunfo apontado por todos os outros desafiadores aqui referidos - que graças a nova tecnologia de javascript, assegura a empresa, o torna oito vezes mais rápido que o IE8. O suporte para HTML 5, também partilhado pela concorrência que tem alargado o suporte para a atecnologia a um número crescente de aplicações, e uma maior rapidez a carregar páginas HTML também foram melhorias introduzidas pelo Safari 4.

Nas alternativas menos conhecidas destaque para o facto de também o premiado Flock ser uma proposta desenvolvida no seio da Fundação Mozilla. O projecto é apresentado como The Social Web Browser.

[caption]Flock[/caption]

O motor de renderização na base é o mesmo usado no Firefox mas as funcionalidades sociais desenhadas de raiz afastam-no do principal desafiador do Windows. Permite, por exemplo, que os utilizadores se mantenham informados do que se vai passando em sites como o Twitter, o MySpace, o Facebook ou o Flickr através de uma barra de informação que pode ser acompanhada, independentemente dos locais por onde se faça a navegação.



Do motor de renderização Gecko, desenvolvido pela Mozilla, também nasce o K-Meleon, outra alternativa que a Microsoft irá sugerir.

O Avant-Browser é outra possibilidade. Entre as funcionalidades mais interessantes do browser está a possibilidade guardar online todas as informações de perfil, onde se incluem configurações, passwords, feeds RSS ou favoritos, para poderem aceder ao browser num ambiente personalizado a partir de qualquer local. Um filtro para animações flash, recuperação segura de informação contida em páginas que são fechadas indevidamente, navegação multi-janelas, etc.


[caption]Avant[/caption]

Passamos agora a palavra ao Maxthon, que assegura ter já distribuído mais de 300 milhões de vezes o seu browser. Navegação por tabs, tecnologia anti-freeze para uma navegação mais estável, feed reader, possibilidade de criar atalhos para os programas mais usados ou de nomear sites preferidos e passar a aceder-lhes usando essa designação são algumas das funcionalidades de uma lista, onde as opções de segurança têm um lugar com algum relevo.



Na mesma linha, pela diversidade de opções de segurança/privacidade e pela possibilidade navegação por tabs está também listado o GreenBrowser.



Personalização é a palavra chave do Sleipnir, uma das alternativas que ainda não referimos e cujos os promotores, a Fenrir, confessam ter sido desenvolvida não apenas tendo em vista as funcionalidades, mas também o design. O produto final procura um equilíbrio simples entre os dois tipos de factores.



(Muito) menos preocupado com o design, mas com alguma preocupação com as opções de personalização, o FlashPeak dispõe de um leque alargado de ferramentas que compensam a ausência de widgets. Permite a personalização total das barras de menus e tem uma oferta variada de skins para vestir o browser, destacam-se também na oferta.



Agora que já conhece (melhor) as 12 alternativas propostas em termos de browsers poderá fazer uma escolha mais informada, ou manter a opção actual.

Cristina A. Ferreira

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