Quando em 2004 Mark Zuckerberg criou o Facebook, certamente nem o próprio podia imaginar que pouco menos de uma década depois a rede social se tornaria num gigantesco sucesso em todo o mundo. Hoje soma 1,44 mil milhões de utilizadores ativos todos os meses. Tendo em conta que os últimos dados da União Internacional das Telecomunicações mostraram que cerca de 3 mil milhões de pessoas usam regulamente a Internet em todo o mundo, pode concluir-se que metade do planeta está ligado à rede social. Em Portugal seremos 3,8 milhões.

Com números menos "estratosféricos" mas igualmente impressionantes, o Twitter soma hoje 236 milhões de subscritores e o Instagram, que também pertence ao Facebook, já ultrapassou a barreira dos 300 milhões. E a questão coloca-se: afinal o que fazemos nas redes sociais? Aparentemente quase tudo, incluindo as coisas mais fúteis, como partilhar fotos da sala de espera de uma consulta médica, dos pés com areia na praia, do que comemos ao almoço ou do que queremos comer ao jantar. Mas não só. Goste-se ou não do fenómeno, pelas redes sociais também passam hoje os acontecimentos mais relevantes da atualidade.

O presidente dos Estados Unidos recebe e responde a perguntas de internautas no Twitter, os astronautas da NASA usam a plataforma para partilhar fotos a partir da Estação Espacial Internacional e até o chefe da igreja católica adotou as redes sociais como meio regular de comunicação com os crentes. O último post tem algumas horas e foi difundido nas várias línguas em que a conta está disponível.
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As vitórias e as derrotas, no futebol como na política, passam pelas redes sociais e as campanhas eleitorais e de notoriedade também, como ainda em maio mostrava um estudo, que analisava a influência dos políticos portugueses no Twitter.

Ou como, no que se refere ao futebol, sempre nos recordam as paródias que rapidamente se tornam virais depois de algum acontecimento marcante, como a dentada de Suarez a um jogador da equipa adversária no campeonato do mundo bem ilustra.

 

O humor e as redes sociais andam de mãos dadas. Nos murais de serviços como o Facebook, o Instagram ou o Snapchat os milhões de vídeos e fotos publicados todos os dias não deixam margem para dúvidas.

Estão lá os momentos caricatos que encontramos nas situações do dia a dia, nos vídeos do YouTube, ou em nós próprios. Cada vez mais. Falar de redes sociais sem falar de selfies é mais ou menos como pensar em comprar um telemóvel sem câmara e sem Internet: deixou de fazer sentido porque as redes sociais deram-nos o espaço e as ferramentas para publicar tudo o que nos passe pela cabeça, sempre que quisermos.

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A febre das selfies instalou-se definitivamente em 2014, com a famosa foto tirada por Ellen DeGeneres na edição desse ano dos óscares, que garantiu mais de 3,3 milhões de retweets e se afirmou como a publicação mais popular da rede social. O fenómeno é alimentado todos os dias por milhões de cidadãos anónimos um pouco por todo o mundo, mas tem-se revelado mais um instrumento privilegiado para dar palco a quem tira partido destas plataformas e para dar escala mundial a um sucesso que sem estes recursos muito provavelmente seria efémero.

 

As fotos mais populares da história do Instagram, por exemplo, ilustram-se num Kardashian vs Kardashian. Ou seja, até há muito pouco tempo uma foto do casamento de Kim Kardashian em 2014  reunia o maior número de gostos da história da rede social. Recentemente o record passou a ser detido por Kendall Jenner, a irmã, que tirou uma foto onde os cabelos fazem desenhos de corações. No meio de milhões de imagens todos os dias partilhadas na plataforma foi essa a que até hoje conseguiu reunir maior número de gostos: 2,6 milhões.

 

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Os players de vídeo integrados nestas plataformas fizeram aumentar ainda mais os conteúdos de imagem todos os dias carregados nas redes sociais e o volume de informação que circula online produzida ou partilhada por cada um de nós, aparentemente cada vez mais interessados em manter um papel ativo naquilo que a sua rede de contactos consome na Internet.

O destaque máximo a este nível volta a ir para o Facebook, que descobriu a receita para sacudir a popularidade do YouTube e fazer explodir o número de vídeos carregados e vistos na rede social. Na rede social são exibidos diariamente mais de 4 mil milhões de vídeos, mais mil milhões de que no início do ano e a esmagadora maioria através do seu player. Muitos gravados através do telemóvel, que é cada vez mais a forma de seguirmos o que se passa nas redes sociais.

Num tom mais sério vale também a pena sublinhar, neste dia mundial das redes sociais, a forma como estes espaços têm sido usados para fins menos legítimos e de consequências mais dramáticas, como o recrutamento para movimentos radicais.

O Estado Islâmico é o que usa o recurso de forma mais mediática, mas não será o único. É no entanto para controlar as atividades deste movimento nas redes sociais que a Europol anunciou a criação de uma nova unidade, que vai funcionar a partir desta quarta-feira e que tem como principal missão identificar contas nas redes sociais de membros do grupo radical e desativá-las. As polícias europeias estimam que existam entre 40 a 50 mil contas deste género.

A regulação daquilo que fazemos nas redes socais, e daquilo que as empresas que as disponibilizam fazem é um tema quente e que fica cada vez mais escaldante à medida que estes serviços ganham expressão.

O debate faz-se todos os dias e as mudanças também, mas para muitos estão longe de ser suficientes para garantir a privacidade e transparência que se exige a instrumentos usados em tão larga escala.

 

E no seu caso: as redes sociais estão a mudar a sua vida? Como garantir que a evolução destas plataformas segue na direção mais correta?

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