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Montra TeK: No rescaldo do Codebits

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Nem só de programação viveu a quarta edição do Codebits – embora maioritariamente, é certo. Fica o resumo de três dias, onde houve espaço para os habituais anúncios de novidades, troca de ideias e diversão.

Depois de ter passado pela Gare do porto de Lisboa, pela LX Factory e pela Cordoaria, o Codebits deste ano ficou alojado no Pavilão Atlântico, no Parque das Nações. Se em 2007 abria espaço para receber 400 jovens programadores, o número tem vindo a aumentar, e em 2010 acolheu mais de 700 participantes, deixando de fora outras tantas inscrições, “de modo a assegurar a qualidade do evento”, justificou a organização.

A história daquela que foi a quarta edição consecutiva do Codebits fez-se de programação, como não podia deixar de ser, mas também de lançamentos e outras novidades, conferências, troca de ideias e lazer.

O primeiro dia do Codebits teve direito a uma primeira novidade, o lançamento do Meo Jogos , um serviço que introduz uma oferta de jogos on demand, que num primeiro momento está disponível no PC, mas que está também prevista para a TV.

No segundo dia o SAPO deu a conhecer o seu primeiro smartphone , o a5, um terminal desenvolvido ao longo do último ano com a parceria da TMN e da Caixa Mágica que será posto à venda esta semana por 150 euros.

Fabricado pela ZTE, o a5 integra sistema operativo Android 2.1, enriquecido com as aplicações desenvolvidas internamente pelo SAPO. O telefone oferece 512 MB de memória RAM, um ecrã multi-touch e uma máquina fotográfica de cinco megapixéis.

Além dos lançamentos propriamente ditos, o Codebits reservou igualmente espaço para mostrar algumas inovações , a maioria ligadas ao universo PT, directamente ou via parceiros.

A Samsung mostrou o conceito de Smart TV e a nova plataforma de serviços que dá suporte os modelos de televisão com ligação à Internet, enquanto a PT Inovação deixou algumas pistas relativamente ao trabalho desenvolvido internamente pelas suas equipas e às apostas fortes do grupo.

Retrocomputing

Além das mesas redondas que agrupavam os programadores participantes nesta edição 2010, o Codebits teve também espaço para alojar uma área de Retrocomputing, que mostrava computadores e consolas de outros tempos, e uma bancada de livros técnicos.

Pelos quatro palcos do Codebits (um “principal” e três minis) foram entretanto passando diversos oradores, que tentaram chamar a atenção dos participantes para as suas apresentações com títulos sugestivos como “Como fazer hambúrgueres com Javascript”, “Linux 2010: morto no desktop, grande no móvel?” ou “Geek food: fácil, calórica e feita no microondas” – a criatividade era necessária, já que, ao todo, os participantes puderam assistir a cerca seis dezenas de apresentações…

Entre o tempo despendido no desenvolvimento dos seus projectos e nos workshops técnicos, os participantes do Codebits puderam também descontrair. A escolha nesta área dividia-se maioritariamente entre os populares puffs – que toda a gente parece ambicionar levar de recordação para casa – e as consolas da Xbox, com ou sem comandos, conforme a preferência.

O nível de participação no Codebits também se fez notar noutros aspectos, além das ideias luminosas, da criatividade na apresentação dos projectos e da capacidade de argumentação. O uso dado à “cozinha” e às arcas frigoríficas também pode servir para avaliar o sucesso alcançado pela 4ª edição do Codebits. Ficam alguns números, a título de curiosidade: 3.600 fatias de pizza distribuídas, 1.000 pacotes de batatas fritas abertos, 10 mil bebidas consumidas, além dos 9.500 cafés tirados.

Visao sala principal

Massa crítica com potencial

Distracções à parte, foi essencialmente para programar que os mais de 700 participantes aderiram ao Codebits2010. A competição principal reuniu, inicialmente, mais de 100 propostas, mas só cerca de meia centena subiu ao palco, depois de feita uma primeira triagem pelo júri. A decisão colheu algum desagrado, mas era necessária para que o tempo total de apresentação não se prolongasse demasiado, justificou a organização.

Ressalvando que o tempo disponibilizado (90 segundos) sobrou em alguns casos, com mais ou menos à vontade, com maior ou menor capacidade de argumentação, as equipas foram subindo ao palco.

Apresentações

Além dos aplausos daqueles que assistiam na sala às apresentações, dez dos projectos conquistaram também os seus votos e viram o esforço das últimas 48 horas compensado com consolas Xbox, iPods, Mac Books e, em alguns casos, ecrãs LCD da Samsung.

Depois de já termos listado os 10 projectos vencedores , deixamos-lhe uma pequena sinopse de cada um deles:

1º Lightbits – Projecto de realidade aumentada feito com recurso a um computador e a um projector em que se aponta para objectos para projectar neles imagens e animações, de modo parecer que o próprio objecto tem essa textura.

2º Yet another game in 48h 🙂 – Jogo de animação recorrendo a uma webcam, que pretende ligar o mundo real ao mundo virtual dentro do jogo, com enfoque na realidade aumentada.

3º Shave dare – Uma aplicação social para validar apostas, neste caso de teor capilar.

4º Game console kit – Uma plataforma para transformar o iPad numa consola de jogos, usando iPhones como gamepads.

5º CodebitsStreetView – Projecto de registo fotográfico a 360 graus do espaço do Codebits.

6º Expert Guitar for n00bs – Um interface que permite aos utilizadores tocarem temas “a sério”, reais, numa “guitarra de comando”.

7º Projecto TerraSentes – Uma aplicação que vai permitir registar os últimos 30 segundos, e todos os dados associados, do próximo tremor de terra a acontecer em Lisboa.

8º Fixing the portuguese justice in 72h – O objectivo é dar mais visibilidade ao que se passa na justiça, recorrendo ao javascript, PHP, Perl, MySQL e outras ferramentas adicionais. No fim teremos acesso a dados estatísticos que pemitirão olhar para o que se passa no sector e perceber o que vai mal.

9º TV widget for a shopping list – Desenvolvimento de um widget capaz de criar listas de compras de supermercado, que podem ser disponibilizadas no telemóvel ou online.

10º Never ending story – Aplicação para criar histórias sem fim assente no Twitter. Funciona por convite e o objectivo é tornar-se viral, conseguindo-se construir uma história que nunca acaba.

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