O "jogo das cadeiras" também calha aos grandes das tecnologias e a prová-lo esteve a destituição, esta semana, de Carol Bartz, do cargo de presidente executiva da Yahoo!, ao que a mesma indicou, por telefone.

A gestora de 63 anos tinha sido escolhida para suceder a Jerry Yang na presidência da empresa de Internet, há dois anos e meio atrás, num momento conturbado. A direção à frente da companhia acabou por não produzir resultados regulares, o que poderá ter levado ao despedimento.

Mas não é bem sobre despedimentos que vamos falar, e sim sobre o seu inverso, ou seja sobre contratações, mais especificamente sobre os primeiros empregos daqueles que chefiam ou já chefiaram as gigantes das tecnologias da informação.

É que por mais habituados que estejamos a vê-los ocuparem as cadeiras de CEO e chairman de empresas de Internet, software ou eletrónica, são poucos os casos em que o trajeto até às salas de direção foi curto. E muitas vezes começou bem longe das tecnologias. É o que vamos saber.

Carol Bartz é um exemplo. Antes de chegar à Yahoo, a ex-CEO já levava um longo currículo nas empresas de TI, tendo sido vice-presidente da Sun Microsystems entre 1983 e 1992, passando ainda pela Autodesk onde foi CEO durante quase 15 anos No seu currículo conta-se ainda a participação no Conselho de administração de empresas como a Intel, Cisco e NetApp.

Ora "reza a história" (escrita na Wikipédia) que a gestora entrou no mercado de trabalho como empregada de bar, ao bom estilo do cinema hollywoodesco.

O ar extrovertido e bem-disposto com que Steve Ballmer continua a premiar as suas assistências deixa adivinhar um primeiro emprego, digamos que, no mesmo nível de diversão (ou não!), o que realmente aconteceu. É que depois de acabar a universidade, o atual CEO da
Microsoft começou por vender sobremesas geladas da Procter & Gamble.

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Os primeiros empregos "inesperados" entre os chefes das tecnológicas sucedem-se, sendo o de Michael Dell mais um, isto porque o fundador e chairman do império Dell começou o seu percurso profissional a lavar pratos num restaurante chinês.

Já o CEO da Amazon, Jeff Bezos, preferiu a cozinha de um dos McDonald´s da região onde vivia para ganhar os seus primeiros trocos, onde diz ter adquirido várias competências que o vão acompanhar para o resto da vida, entre as quais partir ovos com uma só mão.

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Jeff Bezos fecha o conjunto de "primeiros empregos inesperados", restando apenas aqueles que se podem classificar "dentro da normalidade" para o tipo de funções assumidas atualmente (pelo menos para os nomes de que nos lembrámos).

Os "dinossauros" Bill Gates e Steve Jobs entram neste grupo. Sem surpresas, o chairman da Microsoft iniciou o seu percurso laboral como programador, logo a seguir a ter terminado o secundário, enquanto o carismático ex-CEO da Apple desenhou jogos para a Atari, em part-time.

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Os primeiros empregos de Eric Schmidt da Google, Lawrence Ellison da Oracle, Pierre Omidyar do Ebay ou Robin Li do Baidu também não surpreendem, variando entre o "técnico" e o "programador".

Resta-nos o "case study" Mark Zuckerberg, e daí a parte do "são poucos os casos em que o trajeto até às salas de direção foi curto", escrita algumas linhas acima. Dizem que ainda "fez uma perninha" numa empresa chamada Intelligent Media Group, mas oficialmente, o primeiro emprego apontado a Mark Zuckerberg é o de fundador e CEO do Facebook, rede social que já lhe valeu lugar entre os mais ricos do mundo.




Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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