Quem gosta de apreciar devidamente um bom portátil não poderá nunca ficar indiferente ao segmento dos ultrabooks. Tirando as máquinas de gaming, destinadas a um público muito mais específico, estes são os portáteis mais leves, compactos e com o design mais apurado.

O objetivo é agradar aos utilizadores mais exigentes e que têm poder de compra para “chegar” aos modelos que, além destas características de design premium, conseguem ainda assim integrar componentes topo de gama. Assim, o desempenho está num patamar relativamente elevado e sem sacrificar o transporte, facilitado pela leveza e pelas dimensões mínimas apresentadas.

Neste sentido, não nos admiramos quando experimentamos algumas destas máquinas e vamos percebendo que, apesar da estética, conseguem efetivamente cumprir com sucesso algumas tarefas “pesadas” e normalmente exigentes. Não são as opções certas para os jogos, naturalmente, mas podem garantir sucesso em processos de edição de vídeo, manipulação de imagem, processamento de som. E até a um nível profissional.

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O principal senão estará, no entanto, no ecrã, até porque estes tipos de execuções requerem normalmente um display de dimensões maiores do que a média da diagonal apresentada pelos ultrabooks, que está entre as 13,3 e as 15,6 polegadas. Estamos a falar de ecrãs táteis, quase sempre, e com a resolução Full HD como patamar mínimo. Optar pelo 4K comprometerá sempre a autonomia, um outro ponto em que estas máquinas se apresentam muito bem.

É normal conseguirmos tempos de funcionamento com uma única carga a rondar as dez horas, isto em termos efetivos e com testes baseados em tarefas de reprodução de vídeo retirado da internet via ligação Wi-Fi. Contudo, o “marketing” das várias marcas avança registos de autonomia para os ultrabooks que podem andar entre essa mesma dezena de horas e o dobro disso, que dificilmente se verificam no uso real.

É neste intervalo de tempos que andam todos os oito modelos de ultrabooks que compõem a galeria de sugestões acima, mas tenha em atenção que há muitos fatores distintos que influenciam o desempenho de cada portátil em termos energéticos.

Nota ainda para as ligações externas. Há muitos modelos que recorrem apenas a portas USB-C para tudo (incluindo o carregamento da bateria), obrigando à utilização de adaptadores externos que tem de trazer consigo obrigatoriamente para ligar a um ecrã HDMI, a uma porta de rede Ethernet ou mesmo para ler uma singela pen USB...

Vários preços, várias configurações

Depois há a componente preço, que, à partida, já sabemos ser "pesada". Há modelos pouco acima da milena de euros, mas também estão disponíveis “bombas” que sobem bem acima dos 2.000 euros. Basta olhar para a gama Surface da Microsoft, por exemplo, apenas para citar um caso.

Os valores dependem, como sempre, não só das funcionalidades novas e avançadas como também de todo o conjunto de componentes presentes no interior do computador. Qual o standard mínimo? Processador Intel Core i5, 8 GB de memória RAM e disco SSD de 128 GB. O máximo? Processador Intel Core i7, 16 GB de memória RAM e disco de 1 TB, eventualmente.

A memória RAM pode ser do tipo LPDDR3 e o armazenamento não inclui discos HDD, naturalmente, apenas SSD. Processadores AMD nem vê-los. No campo dos gráficos, vários os modelos incluem placas gráficas dedicadas, normalmente Nvidia. Mas o mais habitual são os chipsets integrados da Intel, sendo normal encontrar o UHD 620.

E é incrível como todos estes elementos conseguem estar arrumados dentro de chassis que pode ter menos de 1 cm de espessura e peso abaixo de 1 kg… A robustez, aqui, é também uma tendência, com materiais como o magnésio a serem utilizados continuamente.

E quanto a funcionalidades “especiais”?

Teclados retroiluminados, webcams que estão integradas numa tecla e são retráteis, por assim dizer, ligações USB-C para tudo, incluindo a alimentação, sensores de impressão digital compatíveis com as funcionalidades Hello do Windows 10…

Mas o mais interessante é constatarmos que os processos de inteligência artificial já chegaram aos portáteis, “afinando” tanto hardware como software. Um exemplo? A capacidade dos mais recentes modelos da Lenovo, que conseguem executar processos como a filtragem do som ambiente e aplicar efeitos bokeh na imagem que a webcam está a captar durante uma videochamada. E bloqueiam o ecrã quando nos ausentamos…

Os propósitos são o trabalho, a confidencialidade de dados e a privacidade do utilizador, neste sentido, mas depressa estes processos chegarão à parte do entretenimento. Até lá, acredite que vai ficar muito bem servido optando por um ultrabook em geral e por um dos modelos acima em particular.

E esteja atento a este tipo de portáteis aqui pelo SAPO TeK, pois as várias marcas apresentam regularmente modelos novos neste segmento. O mais difícil é escolher, dada a quantidade e qualidade das várias opções disponíveis.

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