Processadores mais rápidos, mais quantidade de memória interna e RAM e, acima de tudo, ecrãs maiores, mais luminosos e fluidos. Resultado? Os smartphones do momento são os que incluem as baterias mais capazes de sempre, mas são também os que mais energia consomem.

Esta realidade no segmento dos equipamentos móveis fez com que, por exemplo, o powerbank se assumisse definitivamente como acessório que não pode estar longe do smartphone. Contudo, há profissões e alguns utilizadores mais exigentes que necessitam efetivamente que a bateria do dispositivo dure mais do que os dois ou três dias de energia que os smartphones e média e alta gama proporcionam.

A esmagadora maioria dos terminais topo de gama, estando entre estes os iPhone de momento à venda, o LG Q6, o Samsung Galaxy Note 8, o OnePlus 5, o Huawei P10 e o Sony Xperia XZ Premium, por exemplo, incluem unidades de bateria com capacidades entre os 3.000 e os 3.300 mAh.

 

Aqui é a relação entre capacidade, peso e dimensões da bateria que mais ordena, já que smartphones com este posicionamento de preço e características não podem ser demasiado pesados e volumosos, pois uma unidade com mais capacidade tem de ser forçosamente maior em termos físicos.

Assim, como estar no topo da gama e ser mais caro não são sinónimos de apresentar os melhores índices de autonomia, sendo esta “medida” completamente subjetiva e dependente do tipo de utilização dada ao smartphone, fomos à procura dos modelos mais bem fornecidos a este nível.

E encontrámos vários, uns mais caros que outros, cada um com as suas características e dirigidos a públicos distintos, até. Espreite a galeria acima e ficará a conhecer os smartphones com mais autonomia do momento, muitos deles com unidades com mais de 5.000 mAh e incluindo funções de powerbank.

“Emprestar” energia

Além de proporcionarem ao utilizador o maior número de horas de funcionamento que um smartphone é hoje capaz de garantir, os terminais com capacidade de bateria acima da média podem ainda servir um outro propósito: recarregar qualquer outro dispositivo que receba energia via ligação micro USB.

Ou seja, este tipo de funcionalidade equipara assim o smartphone a um powerbank, permitindo transferir energia da bateria instalada para bateria de outro equipamento, seja ele outro smartphone, um tablet, um leitor de MP3, uma actioncam e até um drone, se estivermos a falar do DJI Spark.

A eficácia desse carregamento vai depois depender da energia que ainda resta na bateria de origem, instalada no smartphone, e a energia necessária para restabelecer a autonomia do equipamento de destino. Seja como for, esta pode ser uma funcionalidade bastante útil para muitos utilizadores.