A ESA anunciou hoje que se juntou à britânica Avanti Communications para oferecer serviços de internet a um número ainda maior de utilizadores das regiões subsarianas. Esta aliança, de nome ECO, materializou-se num projeto que pretende conectar as comunidades e as escolas à Grande Rede, através do satélite de comunicações Hylas-4.

Numa mensagem publicada no seu site, a agência espacial avança que este programa também vai permitir cimentar a posição da Europa num mercado tão apetecível para as empresas da área tecnológica, tendo em conta a saturação que se está a atingir nos mercados do Velho Continente.

Segundo consta, esta parceria abrange o desenvolvimento de infraestruturas terrestres de conectividade, para além das operações por satélite.

O acesso a estes serviços vai ser disponibilizado em zonas rurais e periféricas, bem em centros urbanos e suburbanos onde as redes, se funcionarem, apresentam sérias falhas. As escolas e cafés que disponibilizem internet vão ser os primeiros a receber estes serviços.

A ESA acredita que este programa vai estimular o desenvolvimento socioeconómico da África Subsariana.

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A parceria tem uma duração de cinco anos e, de acordo com a diretora da divisão de telecomunicações da ESA, Magali Vaissiere, o mercado subsariano tem o potencial para “assegurar e enriquecer as exportações europeias”.

Talvez seja interessante relembrar que, há cerca de duas semanas, um satélite da israelita Spacecom ia ser lançado sobre a África Subsariana, parte do projeto Internet.org do Facebook e que tinha precisamente como propósito “ligar” esta região à internet. No entanto, este satélite foi destruído antes de ter levantado voo, numa explosão que arruinou também o foguetão Falcon 9 da SpaceX ao qual estava acoplado.

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