O Beauty.AI foi lançado no início do ano como um projeto que pretendia colocar à prova a percepção "humana" da inteligência artificial. O teste que lhe foi apresentado consistia na decisão de um concurso de beleza internacional, o primeiro a ser decidido por um algoritmo.

De acordo com o site, a programação do sistema terá sido feita para eleger vencedores com um espetro de pontuação atribuído consoante a simetria do rosto do participante e a quantidade de rugas identificáveis.

Ao todo, quase 6.000 pessoas, oriundas de 100 países diferentes, participaram na experiência com a submissão de uma fotografia de rosto, mas, no fim, os resultados apresentados foram, no mínimo, muito tendenciosos.

Dos 44 finalistas apenas uma pessoa de pele negra integrou um lote composto por caucasianos na sua quase totalidade. Neste caso, apesar da maioria dos concorrentes ter, efetivamente, pele branca, o The Guardian dá conta que grandes grupos da Índia e África participaram na experiência.

No entanto, embora possa parecer que os sistemas de inteligência artificial têm uma certa predisposição natural para se tornarem racistas (lembra-se da Tay?), a verdade é que o raciocínio por trás de todas as suas ações é feito na mente de uma equipa de especialistas humanos.

Neste caso, e segundo reporta o jornal britânico, os programadores responsáveis por este grupo de inteligências artificiais não terá incluído fotografias suficientes de outras raças para além da caucasiana no "cérebro" destes sistemas.

Assim, na formulação e identificação de padrões, as IA identificaram com mais facilidade a beleza nas peles brancas.

"Se não tens muitas pessoas negras na tua base de dados então é natural que acabes por ver resultados tendenciosos", disse Alex Zhavoronkov, um dos responsáveis pelo Beauty.AI que também se revelou surpreso com os resultados que pode consultar neste link.

O vídeo explica o processo.

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