Apesar de a lei estabelecer que o voto é um direito universal, ainda há muitos cidadãos que estão impedidos de exercer plenamente esse direito, devido à falta de meios que permitam às pessoas com limitações físicas de contribuir de uma forma autónoma para a eleição dos seus representantes políticos.
O Movimento Quero Votar mobiliza-se em torno da questão da acessibilidade, tendo como objectivo "alertar os responsáveis pelo poder político para a necessidade de se encontrarem formas de voto alternativas que não condicionem o direito de votar à capacidade de se pegar numa caneta e desenhar uma cruz num quadrado", explica o site da iniciativa.
Com as eleições à porta, procuram realçar os casos de "abstenção involuntária" e dos cerca de 100 mil eleitores que estarão impedidos de exercer, de forma autónoma o seu direito, porque os acessos aos locais de votação ou o próprio meio usado para votar não se adequa às suas necessidades.
"Numa altura em que se discute a revisão da Constituição Portuguesa e a Lei Eleitoral, é imperativo não esquecer estas poderão beneficiar de um pouco mais de flexibilidade em certos pontos como forma de garantir o respeito pelos direitos dos eleitores", acrescentam os membros do movimento.
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