Numa altura em que, de acordo com as últimas estatísticas europeias, as idades dos internautas com contas em redes sociais são cada vez mais baixas, importa encontrar serviços capazes de assegurar a segurança dos mais novos - que, à semelhança do que veem os adultos fazer, querem marcar presença em plataformas de contacto social online.

Dados da EUKids online publicados o ano passado revelam que, em Portugal 38% dos jovens entre os nove e os 12 anos têm perfis online, um valor que cresce para os 78% se olharmos para a faixa etária dos 13 aos 16. Mas também é verdade que mesmo as crianças e pré-adolescentes, com idades abaixo destas pedem, cada vez mais, para ter acesso a este tipo de serviços.

Enquanto o Facebook não decide se tem ou não condições para abrir a maior rede social do mundo à presença de menores de 13 anos - ou de tornar "legal" a situação daqueles que mentem na altura de indicar a data de nascimento para terem acesso ao serviço, fazemos uma lista de alternativas.

A proposta passa por soluções que assegurem a possibilidade de interação em moldes mais ou menos semelhantes aos disponibilizados pelas redes sociais reservadas aos adultos.

As alternativas são várias, algumas a pensar nas crianças propriamente ditas, outras mais dirigidas aos adolescentes. As garantias em termos de segurança e privacidade, o maior ou menor grau de interação permitido e o leque de funcionalidades também variam, consoante o público-alvo.

A primeira nota vai para um software que, não se apresentando propriamente como uma rede social, incorpora funcionalidades próprias de uma, permitindo a criação de perfis e avatares ou a troca de mensagens instantâneas.

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Chama-se KIDO'Z e é apresentado como um "ambiente Web", que ajuda os mais novos no acesso a sites, jogos, vídeos ou email. Vem acompanhado de um conjunto de ferramentas de gestão para os educadores, que permitem evitar dissabores durante a utilização da Web pelos menores.

Outra das sugestões é a Ohanarama, um serviço que se destaca de outros que iremos referir hoje por privilegiar a interação entre crianças e adultos -ao invés de procurar compartimentar as funcionalidades acessíveis a uns e outros.

A rede social, de que o TeK falou em meados do ano passado, a propósito do lançamento da versão beta, propõe o contacto entre crianças dos 5 aos 12 anos, membros da sua família e outros adultos, considerados de confiança. O site aposta em oferecer uma experiência social por via de jogos, concursos e outras atividades de cariz pedagógico.

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Os pais, que podem autenticar-se criando uma conta ou usando as suas credenciais no Facebook ou Twitter, têm acesso a ferramentas que lhes permitem selecionar quem, da lista de contactos, poderá interagir com os filhos na Ohanarama.

O próximo destaque vai para aquele que pode quase ser considerado um clássico em Portugal: o Club Penguim. Integralmente disponível em português, o site com a assinatura da Disney permite jogar, desenvolver atividades e aceder a conteúdos como livros de BD digitais, mas também promove a interação entre os seus membros - que precisam de pagar para usufruir da totalidade das funcionalidades do serviço.

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Numa área dedicada a "pais e responsáveis", a empresa explica que o serviço conta com moderadores, ferramentas para assegurar a segurar a segurança das crianças que usam o serviço de chat e asseguram um ambiente livre de publicidade, onde são fornecidas aos educadores ferramentas para gerir os níveis de privacidade dos educandos.

O site está também, graças a uma parceria com a Marvel, a preparar uma iniciativa em que os utilizadores serão representados por um Super Herói. Iron Man, Capitão América ou o Incrível Hulk são algumas das 14 hipóteses disponíveis, a escolher até 3 de julho.

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Outro dos serviços na lista de hoje que propõe às crianças a interação com recurso a personagens de contornos menos humanos é o Moshi Monsters. Cada criança é convidada a adotar uma mascote de um monstrinho e tomar conta dele para ganhar pontos que lhe permitem adquirir itens virtuais.

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O serviço tem uma função mais de entretenimento que educacional e dirige-se a crianças com idades acima de 9 anos. Os menores de 13 precisam de autorização dos pais.

Apresentado como uma rede social para menores de 13 anos, o Everloop é mais amplo no leque de funcionalidades que disponibiliza, e mais semelhante a uma rede social "para adultos". Assegura, porém, uma área destinada a pais, a partir da qual estes podem gerir o tipo de utilização que os seus rebentos fazem do serviço.

O site permite entrar em contacto com outras crianças, partilhar imagens, trocar mensagens e aceder a jogos, música e vídeos, partilhando opiniões sobre os conteúdos em questão. Conta ainda com áreas reservadas a conteúdos educativos e disponibiliza aplicações Web para desenvolver competências, desde a edição de imagem às ciências. O acesso é gratuito.

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Exemplos de serviços mais formatados para e parecerem com uma rede social para os mais novos são ainda o Yoursphere, que organiza a interação em torno de "esferas" de interesses. O site conta, por exemplo, com um feed de notícias semelhante ao do Google+ do Facebook.

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Permite também a manutenção de blogs por parte dos membros do serviço, troca de mensagens instantâneas (que pode ser feita, em grupo, dentro de salas de chat) ou o acesso a jogos, por exemplo.

Para o fim deixámos um serviço capaz de convencer os pré-adolescentes que já não procuram serviços como a maioria dos acima referidos mas ainda não têm idade para aderir a serviços como o Facebook.

O Piczo, com um design mais limpo e menos bonecos, está nessa posição. Mas também não descuraras preocupações com a privacidade e segurança dos utilizadores, segundo os critérios apontados pela Comissão Europeia - quando o regulador publicou um estudo segundo o qual apenas 2 em 9 redes sociais protegiam devidamente os menores, oferecendo configurações predefinidas que tornem os seus perfis acessíveis apenas a contactos por eles aprovados.

Assumidamente dirigido a adolescente, o Piczo assemelha-se, na configuração, a um serviço de blogs, que incentiva os jovens a partilharem as suas "fotografias e pensamentos com o mundo".

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Outros dos que "passaram" na avaliação da CE em matéria de redes sociais compatíveis com uso por menores são, por exemplo, o Arto ou o Bebo .

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

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