Os utilizadores portugueses da rede social mais usada no mundo terão, durante os últimos dias, reparado em algumas mudanças na aparência do site, nomeadamente na barra apresentada do lado esquerdo da página principal, onde surgiu um novo separador para "criar grupos" - e ligação para os ditos, caso já tenha sido adicionado a algum.

Pois é, a nova ferramenta do Facebook, acaba de ficar disponível para membros do serviço localizados em território nacional. Como o TeK antecipou, aquando da apresentação internacional, no início do mês, a funcionalidades nasce da constatação, por parte dos responsáveis pelo serviço, que os utilizadores poderiam estar interessados numa solução que lhes permitisse seleccionar, de forma mais simples e intuitiva, com quem pretendem partilhar as suas publicações. Outro dos objectivos, publicamente assumidos, passa por incentivar as pessoas a partilharem cada vez mais informação, esperando-se que com este novo controlo se sentissem mais seguros para fazê-lo.

Assim sendo, a novidade apresenta-se como capaz de provocar sentimentos contraditórios. Se, por um lado, confere uma certa sensação de "exclusividade" e de redução do (possivelmente) vasto universo de contactos na rede social a pequenos e acolhedores grupos restritos de amigos mais próximos, ou dedicados apenas a quem se interessa por um tema em concreto, por exemplo, também pode despertar em nós um grande dose de irritação ao constatarmos que fomos incluídos num grupo ao qual não gostaríamos de ser associados. E já toda a gente na nossa rede de contactos soube disso.

Antes que a fúria tome conta de si, apresentamos alguns procedimentos simples para gerir uma ferramenta que tem a irritante característica de permitir que sejamos incluídos em algo sem o nosso consentimento.

É precisamente esse o primeiro reparo da lista de hoje. Mesmo depois de toda a polémica em torno do Google Buzz, os responsáveis do Facebook optaram, para os novos Grupos, por um sistema que em inglês é vulgarmente designado de "opt-out". Isto significa que um utilizador pode ser incluído num grupo, por algum dos seus contactos na rede social, sem que o seu consentimento seja pedido - ao contrário do que acontece com os pedidos de amizade, por exemplo, em que a pessoa tem de confirmar a intenção de adicionar alguém à sua rede de contactos.

Uma vez incluído num grupo, o utilizador é notificado do facto e pode então solicitar a sua remoção do mesmo. Para além da "chatice" da logística e de nos vermos como parte de algo a que nunca quisemos ser associados, é inevitável não levantar a questão da privacidade, se pensarmos que, caso se trate de um grupo público, toda a gente já teve oportunidade de ficar a saber ao que fomos associados.

Confrontados com as críticas, os responsáveis pelo serviço têm explicado que a opção se baseou no princípio de que as pessoas escolhem os contactos que têm na rede social, e podem confiar no bom senso dos amigos. Assim sendo, talvez valha a pena rever as listas de contactos na rede social e certificar-se que não corre riscos nesse sentido.

A questão tem-se revelado das mais polémicas associadas à nova ferramenta, na medida em que qualquer pessoa se pode lembrar de fazer "piadas" à conta da funcionalidade, associando gente conhecida a grupos de temática embaraçosa - como aconteceu com os nomes do editor do TechCrunch, Michael Arrington, e do próprio CEO do Facebook, Mark Zuckerberg.

Quando assim for, o utilizador pode ser drástico, "entrar" no grupo, através da ligação no menu na lateral esquerda da página principal (onde são exibidos os feeds de notícias) e deixar de subscrevê-lo, escolhendo "sair do grupo". Com esta opção não só deixa de fazer parte do grupo, como impede que o voltem a associar a este.

[caption]para sair do grupo[/caption]

Optando por fazer parte de uma destas comunidades restritas, convém saber antes de mais que essa qualidade é algo que rapidamente se pode desvanecer. Basta fazer as contas, se começar com um grupo de 10 amigos, e tendo em conta que todos eles podem convidar outros amigos, basta que cada um adicione cinco novos membros para que o grupo rapidamente tenha meia centena de participantes.

Assim sendo, o melhor é começar por moderar as opções de notificação (que pode ser encontrada em Editar Definições, para evitar que a sua caixa de email se transforme num repositório de mensagens automáticas sobre tudo quanto se passe no grupo.

[caption]no grupo escolha Editar Definições[/caption]

Neste domínio as opções são quatro, consoante o grau de controlo que pretenda ter sobre o que se passa no grupo: ser notificado de todas as publicações e comentários, apenas de novas publicações, apenas de publicações de amigos ou apenas de publicações que subscrevi.

[caption]menu notificações[/caption]

O "filtro" pode ser aplicado tanto às notificações por email como às que serão incluídas no Feed de notícias no utilizador, na página principal.

Outra das possibilidades discriminadas é ser notificado sobre as mensagens instantâneas (chat) trocadas dentro do grupo - que são trocadas através de uma janela igual às já disponibilizadas entre membros da rede social, mas que inclui todos os membros do grupo que se encontrem online.

Ainda no que a privacidade concerne, convém referir que o grupo pode ser Aberto, Fechado ou Secreto. Na primeira hipótese, tanto a lista de membros como os conteúdos são públicos, no Fechado apenas a lista de membros é pública (estando os conteúdos acessíveis apenas para os membros) e no Secreto nada é mostrado a quem não faça parte do "clube".

[caption]editar grupo[/caption]

Esta classificação depende de quem criou o grupo, o Administrador (um cargo de pode passar a outro membro, caso o criador renuncie ao grupo), e pode ser alterada através da caixa Editar Grupo.

Para criar um grupo, basta clicar sobre "criar grupo", na lateral da página principal, escolher um nome e ir adicionando contactos.

[caption]para adicionar amigos basta digitar as primeiras letras do nome e selecionar entre a lista proposta[/caption]

A ferramenta permite que seja adicionado um email de grupo e uma foto de perfil, depois basta confiar no bom senso dos amigos no que respeita aos convites de novos membros, publicação de fotografias, ligações, vídeos ou criação de eventos. Outra das alternativas passa pela definição conjunta de critérios que ajudem a perceber, por exemplo, quem gostaríamos e não gostaríamos que fosse acrescentado à lista de membros.

Estes são apenas alguns dos conselhos destinados a ajudar na utilização da mais recente novidade do Facebook. A ferramenta pode facilitar a vida a quem gosta de ter a partilha de informação categorizada, aqueles que se virem nos meandros de uma associação que não lhes interessa, terão de render-se a três passos simples: aceder ao grupo, escolher "sair" e confirmar a decisão.

Nota de Redacção: A notícia foi corrigida numa gralha.

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