Foram conhecidos ontem os vencedores dos prémios Zon - Criatividade em Multimédia, uma iniciativa que volta a dar um contributo importante para distinguir a criatividade nacional na área do multimédia.


Operacionalizado no âmbito de uma parceria que junta à ZON a Fundação para a Ciência e Tecnologia e o Instituto do Cinema e Audiovisual, globalmente, o prémio é o mais relevante a nível nacional na sua área, até pelo valor que entrega em dinheiro: 200 mil euros.



Entre os objetivos da iniciativa estão a intenção de contribuir para a promoção e desenvolvimento da indústria multimédia e do audiovisual; ou estimular e aprofundar a investigação em conteúdos digitais e audiovisuais, pode ler-se na declaração de intenções dos promotores.



Os resultados da edição 2011 do prémio foram conhecidos ontem ao final do dia. Hoje mostramos os trabalhos vencedores. Aqueles que, segundo o júri, melhor espelham a criatividade nacional, nas três categorias a concurso: conteúdos e aplicações multimédia; curtas-metragens; animação digital. Aos vencedores nas três categorias junta-se o grande vencedor do ano.



Em 2011 ganhou essa distinção máxima Ginjas, uma série infantil que tem como protagonistas um bando de pássaros e usa a animação digital para transmitir conceitos didáticos e educativos aos mais novos. A produção é da Animamonstra e o responsável pelo trabalho Humberto Santana (co-realizador), que recebe um prémio de 80 mil euros, a soma do grande prémio e do primeiro lugar na categoria Animação Digital. A Ginjas conta com 26 episódios de 2 minutos cada um e foi produzida ao longo do ano passado. Deixamos o episódio 23…


">GINJAS / EPISODIO 23 from animanostra on Vimeo.




No segundo e terceiro lugar da categoria de Animação Digital ficaram Depressure e As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy II. Este último, um esforço para promover a banda desenhada nacional, tem como mote a descoberta do último segredo de Fátima. A descoberta junta o leque de heróis que vão tentar salvar o mundo do apocalipse: um lobisomem, um distribuidor de pizas, um demónio com 6 mil anos e a cabeça de uma gárbola.



Na categoria Aplicações e Conteúdos Multimédia a distinção máxima foi para o projeto GimmeDaBlues, uma aplicação para iOS - o sistema operativo que "alimenta" o iPhone, o iPod e o iPad - e que permite criar Blues em vários estilos e em tempo real. O projeto é liderado por Carlos Guedes e chega em breve à loja de aplicações da Apple. Enquanto isso não acontece é possível assistir a uma demonstração protagonizada pelos autores deste "instrumento", que levaram para casa 30 mil euros.


">GimmeDaBlues Demo from Carlos Guedes on Vimeo.




Na mesma categoria dividiram o segundo lugar (e o prémio) outros dois projetos: Smart Companion e o iflexi.mobi. O primeiro é uma plataforma para Android dirigida à população sénior e pensado para se adaptar às características desta população.



O smartphone que serve de base ao projeto - que adapta o Android às necessidades desta população - integra um conjunto de funcionalidades que, para já, permitem a gestão de contactos, mensagens de voz e texto ou chamadas de emergência. Em breve a aplicação ganha novas funcionalidades ao nível da videoconferência, por exemplo. Fica um vídeo com uma demonstração do projeto desenvolvido no instituto Fraunhofer.




O iflexi.mobi, por seu lado, é uma aplicação dirigida a pequenas e médias empresas, que permite criar uma versão mobile para um site, a partir da web e sem necessidade de instalação de programas. O cliente tem autonomia para escolher estilos, cores e outros aspetos de costumização do site móvel e pode experimentar o serviço, sem custos, durante 14 dias.

A tecnologia foi desenvolvida pela Miaki Human Technologies que recebe 6.250 euros pelo reconhecimento.


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Na categoria Curtas-metragens o júri decidiu este ano não atribuir prémio, por considerar que não estavam reunidos - nos trabalhos apresentados - os critérios que norteiam a distinção. O valor global do prémio que deveria ter sido atribuído aos vencedores da categoria (50 mil euros) foi distribuído pelos 10 finalistas.

De referir ainda que os vencedores de cada uma das categorias a concurso tem acesso a uma bolsa de Investigação, com estadia temporária, na Universidade do Texas em Austin. A bolsa é atribuída no âmbito do programa UT Austin-Portugal (Colab).

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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