Embora tenha nos Glass e no iWatch os seus porta-estandartes mais recentes, a wearable tecnology vai muito além das propostas da Google e da Apple, abrangendo vários interlocutores, de várias áreas e setores, alguns já com produtos no mercado.

O conceito é abrangente e pode incluir desde acessórios de monitorização para a prática de desporto, a sapatos inteligentes, passando então pelos óculos, pelos relógios, pelas camisolas, mas também por exosqueletos, como aquele que um grupo de investigadores da universidade de Harvard está a desenvolver.
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O Soft Exosuit, assim se chama o projeto, tem como objetivo aumentar a força humana, ao mesmo tempo que permite realizar movimentos mais ligeiros. Além disso não é rígido, ao contrário dos exosqueletos desenvolvidos até agora e poderá vir a incluir tecido, para que possa ser usado como uma peça de roupa normal.

De momento o projeto está a ser desenvolvido com propósitos militares, mas é expectável que a tecnologia possa vir a ser aplicada a sectores como o da construção civil, por exemplo.

Outra tecnologia que ainda não passa de um protótipo são os PediPower Shoes, uns ténis desenvolvidos por quatro estudantes de engenharia da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, capazes de gerar energia elétrica a cada passo.

Os primeiros testes mostraram que o dispositivo consegue produzir até 400 miliwatts, pouco, visto tratar-se apenas de uma simples caminhada, mas o suficiente para carregar a bateria de pequenos aparelhos, como por exemplo o telemóvel.

Passando para aquilo que já é possível encontrar à venda, a Nike tem sido uma das percursoras da tecnologia wearable com o lançamento de vários acessórios, como a pulseira FuelBand, uma das propostas mais recentes.
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A Nike FuelBand monitoriza e "contabiliza" a energia gasta ao longo do dia com o objectivo de incentivar as pessoas a serem mais ativas, avaliando quatro aspectos: calorias, passos e NikeFuel (um sistema definido pela Nike que atribui pontos iguais para a mesma atividade, independentemente do sexo do utilizador).

Esta medição faz-se entre um série de 20 luzes LED que vão do vermelho ao verde à medida que o utilizador se aproxima dos seus objetivos.

Com objetivos ligeiramente diferentes, mas aplicada à mesma área do bem-estar físico a Up, da Jawbone, também entra na categoria de produtos wearable de sucesso existentes no mercado.

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Prestes a chegar está o produto que, quer se queira quer não, despoletou esta recente onda de interesse pelo conceito wearable: os Google Glass - e que também está a originar toda uma série de questões que a utilização desta tecnologia poderá trazer em termos de privacidade.

Depois do foco de atenção dado à mais recente inovação da gigante da Internet, o mercado está agora expectante com aquilo que a Apple poderá estar a preparar com a marca iWatch, registada recentemente.
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Quem já aposta na relojoaria inteligente há algum tempo é a Sony, que apresentou a segunda geração do seu SmartWatch em junho último.

O SmartWatch funciona como um segundo ecrã do smartphone e permite atender chamadas, ler emails, ler mensagens e tirar fotografias. A nova versão do equipamento só deverá chegar ao mercado em setembro.

Mais perto de ser lançado está um outro relógio inteligente, o Pebble Smartwatch. O equipamento pode ligar-se tanto a dispositivos iOS como Android e além disso aceitará apps desenvolvidas por terceiros.

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Monitorização cardíaca, cálculo de distâncias percorridas e velocidade, GPS ou vibração quando é recebida uma mensagem via Facebook, por exemplo, são algumas das funcionalidades incluídas.

Mas há mais tecnologia wearable prestes a chegar às nossas mãos (e pés, e rosto). Outro exemplo é a Autographer, uma câmara fotográfica com vontade própria relativamente ao momento de tirar fotos e que pode ser usada ao pescoço como um pingente, presa à roupa ou em algum ponto com "vista" privilegiada.

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A Autographer conta com cinco sensores, uma lente grande angular e um software desenvolvido pela Microsoft que escolhe o melhor momento para registar imagens, sem a necessidade de intervenção do utilizador. A escolha da altura para fotografar é baseada na combinação de elementos como a luminosidade, movimentos e temperatura.

As imagens de alta resolução, que podem chegar a 2.000 num dia, podem então ser combinadas para criar um registo visual de um evento, de um dia comum ou de um dia especial na vida do utilizador.

Estas são algumas propostas wearable conhecidas e que mostram o potencial de uma tecnologia que ainda está nos seus primórdios. A par do wearable já há outras "variantes futurísticas" relacionadas, como o digestable, o bendable ou o implantable, temas que, com certeza, teremos oportunidade de abordar no TeK.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota de redação: Este artigo foi originalmente publicado a 4 de julho de 2013.

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