A campanha eleitoral está na estrada e as eleições legislativas - com data marcada para o próximo dia 5 de Junho - já à vista. Um artigo publicado na imprensa esta manhã analisava o impacto das sondagens que começam a ganhar espaço nos noticiários e nas páginas da imprensa escrita, para concluir que os resultados que daí saem têm mais impacto nos partidos que junto dos eleitores. E a aposta nos meios online, que impacto têm nas campanhas?



Na verdade nós aqui no TeK não sabemos responder. O que é fácil constatar é que a aposta nos meios digitais se generalizou e hoje já não é um simples marcar de presença num canal que começa a ganhar alguma relevância. Hoje é uma aposta que espelha um investimento forte e muito trabalho profissional para mostrar ideias e dinamismo, pelo menos em alguns casos.



Os conteúdos que os principais partidos levam para os canais online são diversificados e apostam fortemente no multimédia: pouco texto, muita imagem, mensagens fortes e que se renovam com frequência. As técnicas são mais ou menos comuns aos principais actores deste filme, a concretização pode ter nuances diferentes e os orçamentos claramente também se distinguem. Seguimos rumo às moradas electrónicas dos principais partidos para ver diferenças e semelhanças.



O PSD é um dos partidos onde a diferença de empenho na aposta online entre estas e as anteriores eleições legislativas é clara. "À porta" do site oficial da campanha, o eleitor é agora confrontado logo com um vídeo da televisão do partido, com as mensagens que têm ilustrado os tempos de antena. Na página de entrada do site todas as notícias destacadas recorrem ao mesmo suporte: o vídeo.




O site conta ainda com uma galeria, onde é possível ter acesso directo aos vídeos, fotos e áudio da campanha (desde os tempos de antena para a rádio, à música da campanha - com direito a letra).



A informação sobre a agenda da campanha, os candidatos e o programa obviamente também lá está, assim como um pedido de participação do público, que o site do PSD também já disponibilizava. O apelo é Envolva-se e pode mensagens, vídeos, fotos ou acções mais concretas, como apoiar a campanha no terreno ou apoiar o partido no blog ou site de quem passa pelo apelo.



As redes sociais, como é óbvio, são outra aposta forte do maior partido da oposição que, além de um canal no Sapo Vídeos e no YouTube conta no Flickr e perfil no Twitter, está no Facebook em força. Esta tarde, aliás, o líder Passos Coelho responde em directo na rede social às questões que ao longo dos últimos dias por lá lhe foram colocadas.



A iniciativa é de um grupo de jovens, explica-se no perfil, que dão corpo ao movimento Conta Comigo. Acontece esta tarde e em mais dois dias até ao fim da campanha. Quem quiser assistir deve fazer a inscrição no site do movimento e escolher uma data.

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A imagem também é uma aposta forte na presença online do PS, que ao contrário dos outros partidos tem mudado pouco a dinâmica de conteúdos ao longo das últimas semanas (comparando o período pré-campanha e de campanha eleitoral).



No entanto, algumas áreas específicas têm ganho vida, como a área de slideshow - com fotos das iniciativas de campanha. Mas na secção multimédia há outros exemplos: vídeos, fotos e jornal de campanha, áreas completamente dominadas pelo ambiente de campanha.



O eleitor também tem no site do PS espaço para contribuir, enviando os seus comentários, bem como o acesso destacado ao programa e à lista de candidatos do partido, por distrito.



Nas redes e serviços sociais o principal destaque vai para o Twitter e Facebook. O movimento é fraco em ambos, mas mais no Facebook que no Twitter (com mais actualizações), mas a presença está garantida.

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Viramos à direita para entrar no território do CDS. O partido liderado por Paulo Portas mudou o aspecto da homepage do site oficial a propósito da campanha. Deu mais destaque à imagem do líder e alterou a composição de conteúdos.



A mensagem do líder, a campanha dia a dia e as propostas do partido estão entre as áreas com maior destaque na página. No que se refere às listas candidatas o CDS opta por mostrar online apenas os cabeças de lista.



As ligações para o Twitter e o Facebook também lá estão, bem como para o Vimeo, um serviço de vídeos e a actividade nas três plataformas é assegurada com regularidade.


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Seguindo para as cores políticas ainda não referidas, falta dizer que o Bloco de Esquerda também promove a sua candidatura no Facebook atráves do perfil que o partido usa habitualmente e que a CDU o faz através de uma página criada para a coligação, que junta PCP e PEV.



De regresso à pagina de Internet do Bloco, sempre bastante activa em termos de conteúdos, como também acontece no Facebook - com ou sem campanha eleitoral em marcha - está disponível para consulta o Compromisso Eleitoral do partido, vídeos da campanha, agenda e outras informações alusivas, mas apresentadas numa mistura com o resto da actualidade política, acompanhada ou marcada pelo partido que está também no Hi5, no Twitter, MySpace e Flickr.

Quem passar por lá pode também experimentar a Plataforma Decisão 2011 e fazer de ministro das finanças. É uma espécie de jogo em que o utilizador vai escolhendo medidas - entre propostas bloquistas e de outras cores políticas - e vendo em tempo real o impacto no orçamento. Use sem complexos, que é sempre possível voltar atrás.

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A CDU divide-se entre Facebook e YouTube. No site oficial privilegia as notícias que vão dando conta das acções de campanha.



Dá também grande destaque à agenda de próximos eventos e mostra a lista detalhada dos candidatos que propõe ao país. O programa da coligação também tem um espaço importante nesta presença online da esquerda, que comparativamente à concorrência é menos elaborada.

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Comparações de números relativamente às presenças nas redes sociais por parte dos vários concorrentes não são fáceis, porque as estratégias não são iguais para todos os partidos.

No que se refere às redes sociais, por exemplo, há quem esteja apenas representado num perfil, há quem use mais do que um ou estenda a campanha aos perfis veiculados pelas distritais.

Em qualquer um dos casos a verdade é que a participação dos cidadãos nestas plataformas não é massiva. Pelo menos por enquanto.

Nota de redacção: Alterada uma imagem no interior do artigo e adicionado um link em falta.

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