Criada em 2007, a Enciclopédia da Vida pretende trazer para o mundo digital o conhecimento do homem sobre as várias formas de vida existentes do planeta e reunir numa única plataforma a informação dispersa por livros, jornais, bases de dados, sites ou mesmo pelas cabeças de quem se interessa pelo tema.


A ideia na base do projeto é a de criar uma página web para cada espécie, compondo uma gigantesca base de dados com informação credível e útil para conhecer o planeta e quem o habita, nas mais diversas formas de vida que a Terra acolhe.


Com informação proveniente de museus, comunidades de investigação, investigadores em nome próprio e diversas outras fontes, o projeto foi ganhando forma e afirmando-se como fonte de informação cada vez mais credível e relevante, como pretendiam os seus mentores.


Os utilizadores registados na plataforma ganham acesso a toda uma base de conhecimento que ali está registada. Ganham ainda a possibilidade de contactarem entre si e de contribuírem para enriquecer temas, com os seus contributos pessoais.


É a EOL a explorar uma das grandes vantagens de ser um projeto online: colocar os membros em interação, a trocarem experiências e a contribuir para enriquecer o seu próprio conhecimento e o de quem passa por esta enciclopédia online como mero espetador.


O acervo de informação disponibilizado na EOL está disponível através do site, mas também como recurso para embeber em aplicações móveis ou de desktop por parceiros, nos termos da licença Creative Commons e de outras licenças open source. O objetivo é aliás, abrir cada vez mais caminhos para dar audiência ao projeto. Seja pela via das parcerias ou da localização para um número crescente de línguas, aproximando os investigadores e curiosos falantes desses idiomas.

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Quem gere a EOL?

Ao nível operacional, a EOL funciona graças a uma rede de investigadores, professores, estudantes e apaixonados por ciência, que alimentam a plataforma. O projeto tem na sua estrutura básica seis grupos de trabalho que definem coordenadas para o seu desenvolvimento e articulam as diversas áreas e componentes que este tem de visar.


Há, por exemplo, um grupo de trabalho designado Grupo de Trabalho da Biblioteca de Alexandria. Tem como missão o desenho e implementação das capacidades de internacionalização e localização da plataforma que suporta a EOL, para manter verdadeira a promessa de fazer do projeto um recurso mundial.


Há também um grupo de trabalho dedicado a potenciar formas de tornar a EOL uma ferramenta útil e usada na educação, ou um grupo focado na criação e administração do software que mantém a EOL a funcionar.


Os grupos de trabalho responsáveis por fazer funcionar os vetores essenciais da EOL juntam-se a uma rede de parceiros mais institucionais da área científica ou tecnológica.


No topo de toda esta rede - que integra mais de 170 centros de investigação em todo o mundo - estará a partir do próximo ano um conselho executivo, atualmente em fase de criação e com data de entrada em funções prevista para julho de 2012.


O modelo de governação da plataforma é novo e ficou decidido no início deste ano. Este tem, aliás, sido um elemento pouco estável no projeto, que desde que arrancou já sofreu vários ajustamentos a este nível.


Acredita-se agora que o novo modelo terá melhores condições para garantir a boa cooperação entre parceiros e promover da forma mais adequada o desenvolvimento do projeto.

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Quem pode participar?

A EOL é de acesso livre. Qualquer pessoa - com mais de 13 anos - pode registar-se na plataforma e ter acesso aos conteúdos ali indexados. Pode também partilhar ou atualizar conteúdos, que serão posteriormente revistos. Contudo, só os curadores podem rever conteúdos, esconder da vista pública determinado conteúdo e ter mais alguns privilégios. A esta condição de curador consegue aceder-se mediante a apresentação de credenciais que atestem os conhecimentos necessários. A equipa da EOL valida as referências apresentadas.


Integram atualmente a Enciclopédia da Vida 753.315 páginas, que listam mais de um terço dos seres vivos que habitam a Terra e 634.150 imagens. Estão registados 47 mil membros e referenciados 180 parceiros de conteúdos. Para desenvolver o projeto foram já digitalizados 35 milhões de documentos.


Em 2010 o projeto recebeu 2,8 milhões de visitantes oriundos de 10 países, um número que este ano deve aumentar expressivamente graças ao suporte para novas línguas como o castelhano e o árabe.


O projeto merece o nosso destaque porque acaba de entrar na versão 2.0. Nesta nova versão, garantem os promotores, o site conta com 20 vezes mais informação que a primeira versão.

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Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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