O novo iPad Air foi a grande novidade da conferência que decorreu em São Francisco, com transmissão direta via web. Nas muitas antecipações feitas pela imprensa não cabia a estimativa de que a Apple estivesse a planear uma extensão do conceito Air, já aplicado aos MacBook Pro, à família iPad. Mas aconteceu e vem substituir o iPad de quarta geração, apresentado pela empresa há cerca de um ano.



Deixando fora das contas as versões mini, nas lojas ficaram apenas o iPad Air e o iPad 2, que ganhou um novo preço, agora a partir dos 389 euros. Mas se já saiu há muito das gerações mais "antigas" do iPad e prefere seguir as últimas tendências, alinhando pelos modelos mais recentes, a pergunta já deve ter surgido: vale a pena trocar o iPad 4 pelo novo Air?



A nossa resposta é: sim e não. Na verdade os dois modelos não têm assim tantas diferenças no que se refere às características técnicas. Têm propostas de valor iguais ou muito idênticas no que se refere ao ecrã, à capacidade de armazenamento, à câmara ou mesmo à autonomia, que em ambos os modelos ronda as 10 horas na versão Wi-Fi e as 9 horas em utilização da rede móvel.

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Mas há diferenças que separam o Air e o iPad 4 que são relevantes. O modelo apresentado ontem pela Apple, que chega às lojas portuguesas a 1 de novembro com preços a partir dos 489 euros, traduz a maior alteração de design feita à gama de tablets desde o lançamento do iPad 2, em março de 2011.



O resultado é um equipamento 20% mais fino e quase 200 gramas mais leve, mas que nem por isso viu comprometido o tamanho de ecrã, que é o mesmo. Para acomodar as dimensões mais reduzidas do novo iPad - que também se fazem sentir no comprimento e na largura - a Apple sacrificou apenas o tamanho da moldura, que ocupa agora 33% menos espaço.



A outra grande diferença entre o iPad de quarta geração (com preços a partir dos 509 euros) e o iPad Air está no processador. O Air adota o A7, processador que também é usado no novo iPhone 5s, e deixa para trás o A6, que equipava o iPad 4. A diferenciar as duas opções está a capacidade de processamento, "mais estendida", e um conjunto de características associadas que permitem tornar o novo SoC (System on a Chip) num dispositivo 5 vezes mais rápido.

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Ao nível dos gráficos, o upgrade também se traduz em ganhos relevantes face à geração anterior e a mesma tendência se verifica ao nível da conectividade. Neste domínio, é a utilização da tecnologia Mimo que faz a diferença, multiplicando o número de transmissores e recetores dos dados numa ligação Wi-Fi, que por essa via fica mais rápida e mais eficiente.



Teoricamente, o suporte para a tecnologia permite duplicar a velocidade da ligação Wi-Fi. As cores do Air, já equipado com a versão 7 do iOS, também são diferentes das que animaram a estreia do iPad 4. Não sendo este, provavelmente, um elemento determinante na sua decisão de compra - até porque desta vez não há um modelo dourado - deixamos-lhe mesmo assim o dado, para que possa decidir de forma mais informada.



Contas feitas, migrar ou não migrar parta o iPad Air será sempre uma decisão a ter em linha de conta aqueles que são para si os pontos chave na compra de um gadget e a facilidade com que está disposto a investir (e reinvestir) neste tipo de produtos.



A performance e o design do novo modelo deixarão certamente tentados ao investimento os mais sensíveis a este tipo de argumentos. Um utilizador mais ponderado e menos impulsivo pode guardar a decisão para a próxima geração do tablet, tendo em conta que, numa perspetiva global, o Air não se traduz numa rutura profunda em relação ao antecessor.



E, não fosse a empresa a Apple, até já há conjeturas a circular sobre o que poderá acontecer na próxima atualização do tablet. Há quem diga que a performance voltará a ser a aposta da Apple, que agora estendeu o conceito Air ao iPad e numa próxima oportunidade fará o mesmo com as funcionalidades profissionais que caracterizam a linha MacBook Pro.

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E o iPad Mini?

No campeonato Mini, a conferência da Apple também trouxe novidades, e ao modelo lançado no ano passado juntou-se uma opção com ecrã retina, sendo que essa é uma das grandes diferenças entre os dois modelos. A qualidade de imagem numa e noutra opção será bastante diferente, tendo em conta que o novo modelo suporta 326 pixéis por polegada e o antecessor, que continuará à venda, apenas 163 pixéis por polegada.

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Também ao nível da capacidade de processamento há diferenças significativas. O iPad Mini evolui para o A7, o mesmo processador que o iPhone 5s tem, e que o iPad Air também terá. É um upgrade relevante, tendo em conta que o Mini original ainda usava o A5, menos eficiente e menos rápido.


As dimensões de ecrã mantêm-se, tal como o sensor da câmara fotográfica ou a alta definição para a imagem de vídeo. O peso da nova versão do equipamento é que sai ligeiramente comprometido, passando de 308 para 331 gramas na versão Wi-Fi e 312 para 341 gramas na versão com LTE. O preço de partida do iPad Mini está nos 299 euros. O novo iPad Mini com ecrã retina terá preços a partir de 399 euros. Chega às lojas em novembro.

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Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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