A aplicação MySNS Carteira já está disponível desde janeiro de 2017, quando arrancou em versão beta, mas dois anos depois e com 300 mil utilizadores portugueses, a app vai receber novas funcionalidades. A aplicação do Serviço Nacional de Saúde está em destaque durante o Portugal eHealth Summit 2019, que arrancou hoje em Lisboa, com temas centrados na biotecnologia e as ciências da vida, robótica e domótica, IA, privacidade, segurança e telesaúde, para destacar alguns.

Inicialmente, a app MySNS Carteira permitia reunir a informação de saúde dos cidadãos no smartphone, através do número de utente do SNS. Atualmente já permite guardar receitas, vacinas ou registos de alergias, mas o objetivo é criar nesta aplicação uma plataforma segura que permita fazer a videochamada, sem dúvidas sobre a identidade do médico e do doente.

A introdução da videochamada através de telemóveis é mais um dos passos da utilização da tecnologia na saúde, que abrage várias áreas, da relação do cidadão com os serviços mas também no backoffice, com a preparação dos sistemas e a harmonização dos registos. Estes são exemplos referidos por  Francisco Ramos, secretário de Estado da Saúde, defendendo que já foram dados passos gigantescos na transformação digital da saúde.

A telemedicina, e as consultas à distância, foram destacados por Francisco Ramos, secretário de Estado da Saúde, mas o governante lembrou que é preciso trabalhar no equilíbrio entre o esforço de consolidação e na busca de motivação na saúde.

Em breve passará também a permitir, via smartphone, obter consultas a um médico de família ou de especialidade, como refere o Jornal de Notícias.

O projeto-piloto está previsto arrancar nas regiões de Lisboa e Porto, até ao final do primeiro semestre do ano, e restante território nacional antes do fim de 2019. O projeto vai permitir receber consultas no Serviço Nacional de Saúde através de uma videochamada, que será sobretudo útil a pacientes com doenças crónicas.

Ainda assim, a utilização do serviço de telesaúde está sempre dependente da aceitação dos profissionais de saúde, médicos e instituições. A grande vantagem, para além de poupar as deslocações, é permitir uma vigilância mais eficaz a casos que necessitem de maior acompanhamento.

Nota da Redação: a notícia foi atualizada com mais informação.

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