As lojas de aplicações da Apple e da Google têm mais de 700 mil aplicações cada e o surgimento de novas empresas que lançam aplicações de sucesso está a tornar-se cada vez mais complicado. Apenas 2% das apps no top 250 da Apple são "novatas", número que não difere muito dos 3% da Play Store.

A explicação está no elevado número de concorrentes que já têm presença nas lojas de aplicações e na também grande quantidade de players que todos os dias produzem o "próximo" grande software móvel.

O cenário pouco animador para novos programadores não melhora no plano económico. Segundo dados da Distico e relativos ao mercado norte-americano, 0,25% das receitas das aplicações mais populares para iOS vão para novos programadores, enquanto no Android o valor sobe para os 1,2%.

Os números melhoram um pouco alargando o grupo de análise. Das 300 aplicações mais descarregadas na App Store da Apple, 17% são de novos programadores, baixando no Google Play para os 12% tendo em conta também as 300 principais apps. Os dados da Distimo foram compilados com base em análises feitas entre outubro de 2012 e janeiro de 2013.

Talvez com este tipo de estudos os developers comecem a ver as plataformas menos concorridas, como o Windows Phone e o Blackberry, como uma forte possibilidade de investimento dada a maior possibilidade de serem reconhecidos e de conseguirem lucros com os software móveis desenvolvidos. A entrada nos sistemas operativos mais concorridos ficaria mais facilitado se conseguissem primeiro recolher o favoritismo dos utilizadores e da imprensa especializa noutros sistemas operativos.

Mas uma grande ideia e um conceito bem desenvolvido terá sempre sucesso, como aconteceu com o Draw Something. Hoje foi revelado que no primeiro ano de existência conseguiu cem milhões de downloads em dispositivos móveis. O jogo foi desenvolvido pela Omgpop e mais tarde comprado pela Zynga.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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