Em Portugal a Uber ainda não tem operação, mas de acordo com o jornal Público, a tecnológica está à procura de representantes para o mercado nacional. Isto numa altura em que o serviço de partilha de veículos e outros semelhantes estão debaixo de fogo na Europa: mais de 30 mil taxistas estão a manifestar-se contra a concorrência que apelidam de desleal.



A Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral) e a Federação Portuguesa do Táxi (FPT) já reagiram, mostrando-se pouco abertas à chegada do Uber a Portugal nos mesmos moldes em que opera no estrangeiro.



Em causa está o facto de o Uber ser um serviço de “boleias”, que podem ser partilhadas, que cobra dinheiro pela deslocação prestada. Mas os condutores dos carros, que se podem candidatar a essa posição, não têm licença de condução comercial.



“Situações como a partilha de táxi em carros particulares provocam a desregularização total do sector”, disse o presidente da Antral, Florêncio Almeida, acrescentando que este tipo de atividade não é possível na Europa por causa das regras específicas para a condução e circulação de táxis.



Florêncio Almeida está convencido que as “próprias entidades oficiais irão considerar o serviço ilegal” caso este venha a operar em Portugal e que se tal vier a acontecer, “também teremos que manifestar o nosso repúdio”.



Já o presidente da FPT vai propor um encontro europeu para definir uma estratégia que se aplique a todos os países Estados-membro, tendo já iniciado conversações com os representantes das associações de Madrid e Barcelona. “Não estamos contra esta solução norte-americana mas contra a criação de uma empresa que distribui um serviço a particulares que é uma machadada no sector a nível europeu”, explicou ao Público.



A Uber está avaliada em 18 mil milhões de dólares, após várias rondas de financiamento bem sucedidas. Apesar do valor do projeto, o mesmo tem estado sob constante escrutínio de várias entidades de diferentes países. Em algumas situações o caso tem seguido mesmo para tribunal, esperando os taxistas e respetivos representantes que a aplicação móvel seja obrigada a reger-se pelas mesmas regras.



O líder da startup para o mercado europeu já desvalorizou a situação, em declarações ao The Wall Street Journal, dizendo que os protestos apenas servem para que mais pessoas tomem conhecimento do serviço e das suas potencialidades.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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