Quem nunca se encontrou numa situação em que não sabe se o excedente do jantar da noite anterior ainda está próprio para consumo? Ou quem nunca olhou para um sinal no braço e se interrogou se valeria a pena ir ao médico para saber se se trata de algo mais grave?
Os cientistas do centro de investigação VTT, na Finlândia, querem ajudar a dar resposta a estas questões sem que o utilizador tenha que fazer mais do que pegar no seu telemóvel.
Para isso, converteram a câmara de um iPhone num sensor ótico com capacidades de análise avançada suportada por imagética espectral. Quer isto dizer que a câmara do smartphone passa a ser capaz de identificar objetos e de analisar as suas propriedades.
Os cientistas explicam que esta tecnologia tem um vasto leque de aplicações. Uma delas está associada à área da nutrição e da Saúde, visto que a câmara do iPhone pode detetar se um “sinal” dérmico é, ou não, maligno e analisar se determinado alimento está apto a ser ingerido.
Além disso, o sistema, que se insere no âmbito da chamada Internet das Coisas, pode ser aplicado a satélites ou a drones e permitir otimizar, por exemplo, a atividade agrícola, tornando-a mais precisa, ou detetar alterações ambientais e possibilitar respostas mais rápidas em caso de necessidade.
As atuais câmaras que integram esta tecnologia de imagem são ainda muito dispendiosas, mas Anna Rissanen, responsável pela equipa de investigadores, acredita que a massificação da produção de sensores fará baixar os custos e potenciar a difusão destas tecnologias e a sua integração nos smartphones a uma escala muito maior.
A intenção do VTT é colaborar com empresas tecnológicas e fabricantes de componentes para comercializar a tecnologia.
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