Os valores foram partilhados com o TeK a propósito da chegada do Apple Watch a Portugal e mostram uma realidade tímida no mercado português: no ano passado venderam-se 117 mil wearables no mercado nacional, adianta a IDC tendo por base os resultados preliminares.

Os wearables englobam todos os dispositivos tecnológicos de usar no corpo como as pulseiras fitness e os relógios inteligentes. O caso dos smartwatches mostra bem a dimensão atual do mercado: apesar de haver um grande buzz em torno destes gadgets, apenas 29 mil unidades foram comercializadas em 2015.

Francisco Jerónimo explicou que enquanto se venderam, em média, 321 wearables por dia, as vendas de smartphones em Portugal foram de 8.000 unidades diárias.

Para mostrar as diferenças que existem para um mercado maior, o analista da IDC explicou que no ano passado no Reino Unido foram vendidos 3,2 milhões de relógios. A nível mundial os valores foram de 21,3 milhões de unidades e este ano serão de 34,3 milhões de unidades só no segmento dos relógios.

Em 2016 a representatividade dos smartwatches em Portugal deve aumentar para os 30% do total das vendas de wearables, que deverão chegar às 170 mil unidades comercializadas considerando todas as categorias.

Os números justificam-se pela “pouca oferta de equipamentos e pelo preço médio significativo”. A questão da perceção de valor, referida a própósito do Apple Watch, é outros dos elementos a ter em conta.

“Os smartwatches são extensões do smartphone”, comenta o responsável para a área de dispositivos móveis da IDC na Europa.

Relativamente à questão dos sistemas operativos, Francisco Jerónimo considera que faz mais sentido os fabricantes de equipamentos Android garantirem ligação com o iOS do que ao contrário. “Não acredito que seja a Apple a dar essa passo. O benefício seria pequeno”.

Fique com uma lista dos smartwatches que já estão disponíveis no mercado.

Rui da Rocha Ferreira

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