O conceito Windows foi anunciado em 1983, mas demorou algum tempo a ser desenvolvido, a ponto de os mais céticos o apelidarem de "vaporware" e só seria lançado no mercado fez precisamente esta sexta-feira três décadas.

Além de substituir os comandos MS-DOS pela sucessão de várias janelas, a versão 1.0 do Windows introduzia um dos periféricos mais populares dos últimos tempos: o rato. Para incentivar a familiaridade com o novo dispositivo, foi incluído estrategicamente no sistema operativo o jogo Reversi. Como chegava a mencionar Steve Ballmer num anúncio de 1986.

Dois anos depois, era lançado o Windows 2.0, com ícones no ambiente de trabalho e expansão de memória. Entre as maiores inovações face à primeira versão do sistema operativo estavam a possibilidade de sobrepor janelas e, nomeadamente, as funções de maximizar e minimizar essas janelas.

A 22 de maio de 1990, a Microsoft anuncia o Windows 3.0, seguido pouco depois pelo Windows 3.1, em 1992. Em conjunto, as duas edições vendem 10 milhões de cópias durante os dois primeiros anos, tornando-o no Windows mais utilizado de sempre até à altura.

A nova versão do sistema operativo é pela primeira vez instalado a partir de disco rígido, adquirido em caixas de grandes dimensões e com manuais de instruções volumosos.

O Gestor de Programas, o Gestor de Ficheiros e o Gestor de Impressão são introduzidos no Windows 3.0 que suporta agora 256 cores. As versões marcam também a chegada de jogos como o Solitaire, o Hearts e o Minesweeper, com um anúncio da época a promover “a incrível capacidade do Windows 3.0 para descontrair”.

A 24 de agosto de 1995 era a vez de a Microsoft apresentar uma das versões mais emblemáticas do seu sistema operativo: o Windows 95, cujas vendas atingem um valor recorde de 7 milhões de cópias nas cinco primeiras semanas.

Muito graças aos 300 milhões de dólares investidos na campanha de marketing que daria a conhecer e a “fazer apetecer” a nova versão do sistema operativo.

Só 20 milhões destinaram-se a adquirir os direitos de autor da música Start Me Up dos Rolling Stones, que acompanhava o anúncio, naquilo que era uma clara referência ao popular “botão de início” que seria estreado com o novo sistema.

Além do popular botão “Iniciar” - cujo desaparecimento com o Windows 8 tanta polémica causou até que fosse recuperado – o Windows 95 trazia pela primeira vez o respetivo menu Iniciar, a barra de tarefas e os botões minimizar, maximizar e fechar em todas as janelas.

Lançado em 25 de junho de 1998, o Windows 98 é a primeira versão do Windows especificamente concebida para o mercado de consumo. Trazia o IE 4, o Outlook Express, Windows Address Book, Microsoft Chat e o leitor NetShow, posteriormente substituído pelo Windows Media Player 6.2 no Windows 98 Second Edition, em 1999.

Concebido para ser utilizado em computadores domésticos, o Windows Me traz várias melhorias nas áreas da música, do vídeo e das redes domésticas, face às versões anteriores. É a versão do sistema operativo que introduz a função de Restauro do Sistema.

Em outubro de 2001, foi lançada aquela que é considerada uma das melhores versões do Windows, o XP. E também a que mais tempo esteve “no ativo”, com três grandes atualizações e suporte até abril de 2014 – ou seja quase 13 anos.

Foi baseado no Windows NT, mas trazia elementos “amigos do consumidor” do Windows ME, apresentando um aspeto e funcionalidades redesenhados e centrados na usabilidade.

Passaram quase seis anos até que o XP fosse substituído por uma nova versão, que acabaria por ser o Windows Vista, em janeiro de 2007. As apostas do novo sistema operativo centravam-se na experiência de utilização, pesquisa e segurança

A versão introduz algumas mudanças de peso em termos de design, nomeadamente um botão Iniciar redesenhado. Foi disponibilizado em 35 idiomas.

O Windows 7 chegou em 2009, numa altura em que os portáteis superavam as vendas dos desktops. Serviu para “limpar” a má imagem que, para alguns, ficou do Vista - sendo que em muitos casos houve quem passasse do XP diretamente para o Windows 7, que acabou por ser uma das versões mais populares do sistema operativo da Microsoft, até agora.

E depois de uma ótima experiência, em outubro de 2012 chegava o Windows 8 e a mudança mais radical desde sempre ao interface do sistema operativo, que pretendia agradar a gregos e troianos, mais precisamente ao toque, rato e teclado. Entre as alterações mais polémicas esteve o desaparecimento do botão Iniciar, substituído por um ecrã de mosaicos.

Passado um ano o Windows 8.1 acalmava as hostilidades ao recuperara o popular botão de Iniciar e as funções associadas.

E passados 30 anos do lançamento da sua primeira versão, o sistema operativo da Microsoft está neste momento “personificado” no Windows 10.

Esta foi a primeira vez que uma atualização do Windows é disponibilizada gratuitamente aos clientes. Os últimos números oficiais da Microsoft apontam para que 110 milhões de dispositivos já tenham o novo software, valores que são suportados pelos mais recentes dados da NetApplications, que lhe davam uma quota de 7,94% no passado mês de outubro.

Em Portugal, a versão do sistema operativo já representa 18% da base instalada de computadores em Portugal, sendo a adoção mais rápida de sempre do Windows no mercado português - que já conseguiu inclusive ultrapassar o Windows 8.1 em quota de mercado.

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