Esta lua, descoberta em 1990 através de imagens registadas pela Voyager 2, é um corpo diminuto, com um raio de apenas 14,1 quilómetros. Trata-se de um “satélite pastor” que  serve principalmente para manter aberta a divisão Encke, um espaço de 325 quilómetros de largura dentro de Anel A de Saturno.

Agora, vista a cerca de 25.000 quilómetros pelos dispositivos de muito alta resolução que equipam a Cassini, Pan parece um ravioli - ou um bolinho chinês, como sugerem alguns "observadores".

As imagens agora divulgadas fazem parte dos “últimos esforços” da missão da sonda espacial desenhada pela NASA para explorar Saturno e outros planetas. No próximo dia 15 de setembro, a pequena Cassini vai desintegrar-se na atmosfera do gigante dos anéis, depois de uma “viagem” de 20 anos.

Neste final anunciado, espera-se que os micróbios terrestres da sonda não contaminem os lagos de Titán e os mares de Encélado, as luas de Saturno onde ela própria descobriu geysers.

Durante os vinte anos no espaço, a Cassini descobriu ainda, entre outras coisas, duas novas luas e um anel de Saturno. Ao mesmo tempo, a nave também imortalizou os anéis do planeta, as nuvens da lua Titán e mostrou-nos, nomeadamente, as grandes semelhanças entre o satélite Mimas com a “Estrela da Morte” de Star Wars.

Com a aproximação do fim da missão, a NASA “arrisca tudo” e pôs a Cassini a passar mais próximo do que nunca dos anéis de Saturno. Tenciona assim obter novas imagens e conhecer mais sobre a composição do planeta e sobre os satélites naturais que o rodeiam.

Depois de Pan, espera-se que a sonda envie novas imagens a 14 de abril próximo, desta vez de Atlas. A 22 de abril a Cassini tenta uma “manobra radical” - esperemos que não mortal -, passando entre os anéis de Saturno.

 

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