A arma foi criada pela Defense Distributed que disponibiliza toda a informação online sobre o processo. No último sábado uma equipa testou o disparo num campo de tiro em Austin no Texas e todas as experiências foram bem-sucedidas.



A notícia já deu alvo a vários debates e a possibilidade merece a crítica dos movimentos anti-armas norte-americanos. Na Europa também há alguma perplexidade em relação ao fabrico doméstico de armas a partir de impressoras 3D e, garante uma reportagem da BBC, a Europol está a monitorizar todos os desenvolvimentos.



Uma fonte da agência diz no entanto que é mais provável que os criminosos continuem a recorrer aos circuitos tradicionais para comprar armas, embora não descarte a possibilidade de as armas 3D poderem vir a afirmar-se como uma alternativa perigosa, quando o fabrico se tornar mais fácil e os custos associados diminuírem.



Na conceção de objetos 3D, o plástico é o material mais utilizado. No caso da Liberator, nome dado à arma 3D, também é assim. Das 16 peças que compõem a arma só a peça que impulsiona disparo é de metal. O que encarece o processo é mesmo a impressão, já que o preço das impressoras 3D continua a ser elevado.



A impressora usada pela Defense Distributed foi comprada no eBay por oito mil dólares, um valor que nos próximos anos deverá diminuir tornando a tecnologia mais acessível.



A Defense Distributed foi fundada por Cody Wilson de 25 anos, estudante na Universidade do Texas, que também testou a arma. No entanto, o primeiro disparo foi operado remotamente para prevenir riscos de segurança. Foi usado um arame para puxar o gatilho. No conjunto de testes realizados terão existido apenas pequenos incidentes.



Vários meios citam o fundador da DD reconhecendo que esta é “uma ferramenta que poder ser usada para magoar pessoas. É isso que ela é – uma arma. Mas não penso que isso seja razão para não a criar. Acredito que a liberdade é um fim e uma prioridade”.




Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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