Dirigido aos jovens com idades entre os 12 e os 20 anos, o Grande C é um concurso onde se estimula a criatividade e a criação de obras originais, mantendo em pano de fundo a sensibilização para o combate à cópia ilegal. Toda a mecânica está assente na Internet e a iniciativa conta com o apoio de artistas portugueses de várias áreas, desde a música ao cinema, passando pelo design, a fotografia e a escrita criativa.

Já na segunda edição, a iniciativa está em marcha e começou em Janeiro a divulgação junto das escolas, um dos parceiros privilegiados do concurso. As candidaturas estão abertas até 31 de Março, devendo as obras ser entregues até 21 de Abril.

"A base do projecto é promover a criação cultural de obras originais e explicar aos jovens a razão de ser das obras que são protegidas", explica Vera Castanheira, directora executiva da AGECOP, a associação para a gestão da cópia privada, que dinamiza esta iniciativa. A responsável salienta que este é um projecto pioneiro na Europa, juntando o contacto directo com a abordagem comportamental.

A ideia é desconstruir uma cultura de facilitismo, que põe à disposição dos jovens muitas ferramentas que lhes permitem copiar obras protegidas por direito de autor sem terem a noção da forma como isso pode prejudicar os criadores. "Um fotógrafo para tirar uma fotografia linda, que está na Internet, teve de investir em projectores, câmaras, cenários e formação. As imagens não aparecem por acaso", lembra Vera Castanheira.

"Queremos que os jovens fiquem mais alertas para a questão da cópia ilegal. Não vamos acreditar que nunca mais vão fazer um download ilegal, mas sabemos que vão pensar duas vezes antes de o fazer", acrescenta. Os resultados de um estudo a uma amostra representativa dos participantes na edição do ano passado mostram precisamente que a consciência da importância da protecção das obras criativas aumentou.

O Grande C quer estimular a criatividade e fornecer as ferramentas para que os jovens possam trabalhar na criação de obras originais em várias áreas. Vídeo, Fotografia, Música, Média, Escrita Criativa, Design e Letra são as sete categorias a concurso.

A ajuda está disponível a partir do site, através de vídeos de apoio onde criadores reconhecidos explicam o trabalho criativo e dão dicas que podem ser úteis aos concorrentes. Estes podem ainda colocar dúvidas através de email, que são respondidas por especialistas.

Um dos comentários presentes no site, é assinado por Jorge Pelicano, que viu recentemente os seus documentários premiados.

O site tem ainda uma área dedicada a professores, que podem encontrar aqui informação sobre o projecto e também planos de aulas com suporte sobre os Direitos de Autor e a sua história, com powerpoints e guiões. A pedagogia fica completa com um glossário onde são explicados os vários termos relacionados com os direitos de autor e direitos conexos.

No ano passado o concurso contou com cerca de 3 mil inscrições, sendo entregues 500 obras a concurso. "Tivemos obras com muita qualidade. Há muito talento entre os jovens", sublinha Vera Castanheira.

As obras são avaliadas por um júri onde estão representados alguns dos mais representativos criadores da actualidade, muitos dos quais participaram também nos vídeos de apresentação. Este ano a organização pretende preparar uma grelha de avaliação com comentários do júri de forma a que todas as obras tenham uma apreciação que possa ser transmitida aos jovens, indicando o que fizeram bem e o que podiam ter feito melhor, em vez de se limitar aos vencedores.

Aos melhores é oferecida a edição profissional das obras das várias categorias, desde discos a vídeos e livros.

A iniciativa fecha com chave de ouro numa Festa onde os jovens são convidados a experimentar as várias áreas da criação e produção. A edição do ano passado está resumida no vídeo que aqui reproduzimos.

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