O número de cidades que querem tornar-se Smart Cities não pára de crescer, com implementações mais ou menos abrangentes que recorrem a sensores inteligentes e à capacidade analítica para melhorar a gestão dos recursos energéticos, do espaço de estacionamento e de serviços ao cidadão, entre os quais a limpeza e a segurança assumem maior peso, a par dos transportes públicos.

A cidade de Chicago é uma das que está na linha da frente e o presidente da Câmara esteve no IoT World Forum da Cisco para explicar a sua estratégia de modernização que passa pelas TI e pela Internet das Coisas, mas também pela disponibilização de dados no portal Open Data e pela utilização de tecnologias abertas.

A educação é outra das prioridades do presidente Rahm Emanuel que está a trabalhar para alargar a educação gratuita, reformular o sistema escolar e garantir maior sucesso na finalização dos estudos. A tecnologia também passa por aqui e nos próximos três anos todos os alunos vão ser obrigados a saber programar para terminarem o ensino secundário.

Nas ruas a utilização de tecnologias de IoT já se faz sentir em várias áreas, mesmo que em muitos casos se torne quase invisível, como nos caixotes do lixo, que avisam os serviços municipais quando estão cheios, reduzindo o número de vezes que os técnicos têm de se deslocar ao local.

Noutros casos é a visibilidade que se torna importante, como na área da iluminação, onde sensores inteligentes ajustam os níveis de luz na rua de acordo com as condições meteorológicas, ou na videovigilância, onde uma rede de câmaras de vídeo tem sido usada para reduzir a criminalidade.

Uma visita pelas ruas da cidade permite ver algumas das inovações implementadas.




A cidade “arrumou” a casa em termos de tecnologia antes de avançar com o projecto de Smart Citie e o portal Open Data oferece acesso a mais de 600 tipos de dados recolhidos pelo município de várias fontes, com informação sobre os funcionários e os seus salários, licenciamento, buracos nas estradas que estão a ser reparados, inspeções de incêndios, entre outros.

Como estão disponíveis de forma aberta, alguns destes dados são usados pela comunidade para desenvolver aplicações disponibilizadas aos cidadãos, algumas de forma gratuita, como o sweeparound.us, que alerta os utilizadores para as datas e horas de limpeza das ruas.

O portal é baseado na solução WindyGrid desenvolvida pelo município com base em open source, um modelo que o CIO de Chicago continua a defender como mais racional.

O vídeo que reproduzimos abaixo mostra também o impacto da mudança das tecnologias na área de segurança com a utilização do sistema CLEAR que permite o mapeamento e análise de crimes, mas também funções preditivas e capacidade de controle durante grandes eventos. O sistema é baseado numa rede de 25 mil câmaras e 283 km de cabos de fibra ótica, mas também em software de análise.

O modelo é explicado pelo comandante Jonathan Lewin, um dos protagonistas desta mudança.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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