Se pensava que o potencial da realidade virtual era de imediato desbloqueado assim que o utilizador coloca um par de óculos na cabeça, talvez o projeto Fove o faça pensar de forma diferente.

No geral o equipamento da startup japonesa com o mesmo nome é em tudo semelhante aos Oculus Rift. Mas diz ter uma tecnologia de rastreamento dos olhos para criar uma experiência mais imersiva.

A análise do posicionamento dos olhos é feita em tempo real e permite criar vários efeitos realistas. Por exemplo, olhar para um objeto atrás de uma personagem vai fazer com que ela fique mais desfocada criando um efeito de profundidade nos cenários.

Ao olhar diretamente para a cara de uma personagem de um jogo, pode despoletar reações nela: alegria caso seja um amigo, medo caso seja um vilão.

Para conseguir este resultado a empresa aposta em sistemas de deteção por infravermelhos e numa taxa de atualização de 120 frames por segundo para cada olho. Os óculos em si vão ter uma resolução de imagem de 2.160x1.440 píxeis, o equivalente ao QHD já disponível em alguns smartphones.

O projeto de realidade virtual ja está a ser mostrado a programadores de todo o mundo, mas uma campanha no Kickstarter ambiciona acelerar um pouco a sua chegada ao mercado. Quando faltam 44 dias para o final da campanha já estão reunidos mais de 180 mil dólares dos 250 mil pedidos.

E a empresa Fove já revelou também qual o seu próximo grande objetivo: incorporar um scanner de reações faciais dos utilizadores para que as possam transportar para a personagem que representam num videojogo.

Recorda-se que em 2016 está prevista a chegada dos Oculus Rift, do Facebook, e do Project Morpheus, da Sony.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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