O Huawei Ascend G510 é um telemóvel de entrada de gama e apresenta-se como um dispositivo ideal para utilizadores que querem iniciar-se no universo Android. É também destinado a todos os que não querem gastar muito dinheiro e que não procuram grandes aventuras com o equipamento.

O G510 está disponível livre de operadora por 180 euros, enquanto na Vodafone custa 170 euros. Um valor que parece justo e adequado para um smartphone de especificações medianas.

O ecrã de 4,5 polegadas apresenta uma resolução de 854x480 píxeis. Apesar de o tamanho do ecrã ser correto - encaixa bem na mão, não sendo nem muito pequeno nem excessivamente grande -, a resolução acaba por ser demasiado baixa. Ainda assim permite uma utilização normal sem prejuízo: navegar na Internet, ler emails, consultar redes sociais e lançar uns Angry Birds. A luminosidade é aceitável e a construção do equipamento transmite uma sensação de robustez.

[caption]Huawei Ascend G510[/caption]

O processador dual-core a 1,2Ghz e a unidade de processamento gráfico Adreno 203 conferem ao Huawei uma capacidade de resposta adequada para a maior parte dos desafios. Mas ao fim de alguns dias de utilização a verdade é que o telemóvel fica mais "pesadão" e chega a tornar-se lento.

A transição entre aplicações não é suave, abrir alguns software pode ser um desafio e jogar até o Where's My Water 2 consegue tornar-se complicado.

Outra situação onde é notória a falta de poder de processamento é quando existem aplicações a atualizar em segundo plano e é preciso continuar a mexer no telemóvel. O resultado final vai desagradar, com o Ascend G510 a apresentar um desempenho pouco aceitável.

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A nível de software o Android 4.1.1 devia dar uma ajuda na fluidez, mas a skin própria da Huawei - que o TeK já criticou a propósito dos Ascend P2 e P6 - continua sem convencer. A falta de acesso à tradicional lista de aplicações do sistema operativo móvel da Google ajuda na análise menos positiva. Mas há quem possa gostar.

Em contrário é preciso louvar o baixo número de aplicações não essenciais que a Huawei coloca no telemóvel. Está lá todo o software da Google e pouco mais. O que é bom. A única aplicação própria da fabricante chinesa é o Huawei Cloud +, um serviço que pode garantir até 160GB de espaço na "nuvem".

A câmara fotográfica traseira, apesar de ter apenas cinco megapíxeis, consegue resultados positivos e que foram suficientes para causar surpresa. Em ambientes com boa luminosidade os objetos e as pessoas ficam com detalhe e cores realistas.

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No final fica a sensação de que é um telemóvel com um design bem conseguido, que consegue lidar com tarefas básicas do dia a dia e consegue resultados surpreendentes nalguns campos - como na fotografia -, mas que é "curto" caso o utilizador procure explorar um pouco mais de potência.

Uma volta pela comunidade de programadores pode ajudar a encontrar uma ROM que dê um novo alento a este telemóvel, já que o software de origem falha em convencer.

Em resumo, é um telemóvel que se adequa para utilizadores que não têm as expectativas altas e que gostam de se entreter de vez em quando, servindo também para pessoas que estejam dispostas a instalarem um Android das comunidades de programadores.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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