A NASA está a colaborar com os setores público e privado para desenvolver protótipos que tornem possível longas viagens espaciais, com durações de meses ou até mesmo de anos, sem que haja a necessidade de reabastecimentos.

Para que se possa viajar cada vez mais longe e descobrir os mistérios do Universo, a NASA juntou-se à Bigelow Aerospace, à Boeing, à Lockheed Martin, à Orbital ATK, à Sierra Nevada Corporation e à NanoRacks. A agência diz que estas empresas têm cerca de dois anos para conceberem novas tecnologias para habitats espaciais autossustentáveis que tornem possíveis viagens interplanetárias.

Apesar de as condições de cada uma das parcerias diferirem de contrato para contrato, a NASA avalia este projeto em cerca de 65 milhões de dólares. Este valor poderá ser mais elevado caso os trabalhos se estendam por mais tempo. Informações avançadas pela NASA indicam que 30 por cento dos custos totais devem ser suportados pelos parceiros.

As tecnologias desenvolvidas deverão servir de ponto de partida para as operações espaciais a Marte que se irão realizar a partir de 2020. Até lá, a NASA quer testar as tecnologias em condições que se assemelhem àquelas que serão vividas em missões de longa duração, nas profundezas dos Espaço, embora os testes, inicialmente, sejam feitos com os pés bem assentes na Terra.

Marte não é o único alvo destas parcerias. A NASA quer também recorrer às tecnologias desenvolvidas neste âmbito para realizar cada vez mais operações e atividades na baixa órbita terrestre, entre os 180 km e os 2.000 km de distância da superfície da Terra.

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