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Novo spray transforma objetos em baterias elétricas

Este artigo tem mais de 13 anos

Um grupo de investigadores desenvolveu uma bateria elétrica em spray, que permitirá transformar qualquer superfície de um objeto num acumulador de energia. A ideia é abrir caminho, por exemplo, a habitações que consigam absorver e armazenar energia.

Imagine transformar o vidro de uma janela, os azulejos da cozinha ou da casa de banho, um painel de aço inoxidável ou mesmo uma caneca de cerveja num acumulador de energia, pronto a alimentar qualquer dispositivo portátil. Foi o que um grupo de cientistas da Rice University em Houston, EUA e da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, conseguiram fazer, usando um novo spray aerossol, que permite tornar qualquer objeto numa bateria.

De acordo com o artigo publicado na revista Scientific American, o novo spray tem o potencial de alterar a forma de produção de baterias, eliminando as restrições ao nível das superfícies usadas para armazenar energia.

“Descobrimos que o foco do desenvolvimento e pesquisa na área das baterias está a mudar para novas formas de as integrar noutros objetos” referiu Neelam Singh, membro do grupo que desenvolveu a bateria em spray.

Em termos básicos, o funcionamento da nova bateria em spray está baseado em cinco camadas, tal como as baterias de iões de lítio: um coletor de corrente positiva; um cátodo que atrai iões carregados positivamente; um condutor de iões que funciona como separador; um ânodo para atrair iões negativos; e um coletor de corrente negativa.

Segundo Neelam Singh, o maior desafio para desenvolver este spray foi encontrar uma forma de misturar todos os materiais condutores com vários polímeros, de modo a criar uma tinta que pudesse ser aplicada como um spray em qualquer superfície.

Para que este desenvolvimento se possa tornar num produto comercializável, falta agora que o grupo de investigadores consiga estabilizar algumas das camadas em contacto com o oxigénio – para já, a tinta poderá explodir.

A porta-voz do grupo de investigadores refere ainda que estão a trabalhar não só na estabilização de todos os materiais usados, mas também com outros grupos de investigadores que desenvolvem tintas semelhantes para aplicar em painéis solares. A ideia, refere Singh, é chegar a um ponto em que uma habitação possa ser um dispositivo de captura e armazenamento de energia.

Veja abaixo o vídeo com a explicação do processo.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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