E se há missões espaciais com fim à vista – como a da sonda Rosetta e o seu namoro ao asteroide 67P – outras estão prestes a começar “à seria”. É o caso da Juno que já leva uma viagem de praticamente cinco anos e que está agora perto (do início) do seu objetivo final.

A sonda espacial aproxima-se do encontro com Júpiter, depois de ter entrado no seu campo magnético, e está preparada para começar a orbitar o planeta a partir de segunda-feira, 4 de julho, diz a NASA.

A partir daí, entra numa missão científica de 16 meses, de análise das várias camadas do gigante gasoso e medição de propriedades como composição, temperatura e movimento. Tudo para tentar perceber melhor a origem e evolução de Júpiter e, deste modo, o Sistema Solar.

A sonda fará uma série de voos a menos de 5.000 quilómetros da espessa camada nublada do planeta, batendo o recorde anterior de aproximação de 43.000 quilómetros, em 1974, pela sonda americana Pioneer 11.

A Juno estará sujeita ao mais forte campo magnético e aos mais letais cintos de radiação do Sistema Solar, com a NASA a antecipar que a tarefa não será fácil.  

Entre os mistérios por desvendar, espera-se que a missão forneça novas informações sobre as faixas coloridas que envolvem Júpiter, sobre a existência ou não de um núcleo e sobre a origem da chamada Grande Mancha Vermelha (Great Red Spot), uma tempestade gigantesca que se mantém há séculos no planeta.

Outro objetivo é medir a quantidade de água na atmosfera, por sua vez um indicador da quantidade de oxigênio presente quando o planeta se formou, e da possível rota de migração do gigante gasoso dentro do Sistema Solar.

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