O mundo tecnológico aguardou com grande antecipação o lançamento do primeiro smartphones dobrável da Samsung, o Galaxy Fold. Mas o seu ecrã e dobradiças frágeis ditaram um regresso prematura aos estiradores para um reforço dos seus componentes, sendo depois lançado no mercado ocidental em versões melhoradas.

Ao seu terceiro smartphones dobrável, o Galaxy Z Fold 2, que foi lançado na última sexta-feira, a fabricante promete ter aprendido com os erros do passado, ouvindo os utilizadores e as críticas apontadas anteriormente que serviram para corrigir o novo modelo. Mas e no que diz respeito à sua reparação? Como sempre, a iFixit meteu as mãos à obra para mais uma abertura para descobrir como estão arrumados os seus componentes no interior e testar a facilidade com que os mesmos podem, ou não, ser substituídos. De recordar que o primeiro modelo literalmente “faleceu” nas mãos dos especialistas durante a tentativa de o abrir.

No teste de reparação do novo equipamento, o iFixit notou a simplificação do sistema de dobragem do ecrã, com duas dobradiças, invés das três do equipamento anterior. Observou ainda o prometido vidro dobrável, invés da proteção em plástico, com um reforço de proteção na traseira do smartphones e no ponto de dobragem. Por outro lado, a sua nova moldura tornou-se mais complicada de remover, mas é apontado como bem integrado no design e serve para reforçar a proteção do equipamento.

Os especialistas decidiram fazer uma abordagem diferente para desmontar o equipamento, e usar o manual de serviço de reparação da Samsung (que dizem ser possível de adquirir caso saiba onde procurar) como ponto de partida. Uma das indicações do manual foi a temperatura que o equipamento deve ser sujeito para facilitar a desmontagem do ecrã. E este parece ter mesmo resultado, com o vidro e a tampa traseira a serem retirados rapidamente. No entanto, deixam o alerta de que o processo tem de ser feito com um sistema de tapete com medidor preciso de aquecimento, à temperatura específica, que muitos técnicos não têm.

A equipa salienta a quantidade elevada de parafusos para desapertar os componentes no interior, mas também uma maior organização das peças. Na sua opinião, o novo equipamento herda mais do design do Z Flip do que o primeiro Galaxy Fold.

Ainda no que diz respeito ao ecrã, no seu interior é possível notar que as pequenas barrinhas alinhadas, como uma esteira de bambu para enrolar sushi, protegem o display quando este se dobra. Para retirar as baterias foi necessário utilizar boas doses de solvente, mas estas acabaram por sair rapidamente. A dobradiça, no interior, é protegida por fita adesiva que foi necessário retirar.

tek Galaxy Z Fold 2 ifixit

Em termos de conclusão, a iFixit reconhece as melhorias face ao seu antecessor, salientando que o Galaxy Z Fold 2 é modelar e tem parafusos fáceis de retirar, mas acaba o teste com apenas 3 pontos em 10. A dificuldade em retirar a moldura, os ecrãs que devem ser aquecidos à temperatura exata e também as baterias cheias de cola foram os principais obstáculos a superar.

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