O Google Earth foi criado em 2001, mas os últimos anos têm sido autenticamente revolucionários para a plataforma. Em 2013, a gigante tecnológica deu-nos uma perspectiva dinâmica de como se transforma o mundo em que vivemos. Ao introduzir o Timelapse, passou a ser possível viajar no tempo e observar, de forma clara e imediata, como é que a esfera em que habitamos tem mudado ao longo do tempo. A ferramenta é mais do que um mero brinquedo tecnológico. Na verdade, é à luz do fenómeno das alterações climáticas que as representações terrestres que nos são apresentadas ao longo dos anos, revelam de forma assustadora como se faz sentir o seu impacto. Na versão real do planeta, as imagens têm servido cientistas, investigadores, estudantes e jornalistas de dados, que se apoiam nos registos para quantificar o crescimento e perda de florestas ou ajudar a conservar água em regiões afetadas pela seca.

Em abril de 2019, o sistema foi atualizado. A Google juntou-lhe novas imagens que nos permitem viajar agora entre 1984 e 2018 e, ao todo, são já 35 anos de registos que podem ser consultados numa questão de segundos.

Chris Herwig, colaborador da divisão que trabalha o Google Earth, explica que este compromisso com o programa é também uma forma de tornar a informação mais acessível e útil, "para que possamos tomar decisões e criar soluções que sejam capazes de ter um impacto positivo no planeta". É uma forma de dar continuidade a um formato que tem tido sucesso no mundo real. E isto porque os exemplos práticos da aplicabilidade deste sistema não se esgotam. Ainda este ano, uma equipa de cientistas da Universidade de Ottawa publicou um artigo na revista Nature, onde conseguiu comprovar um aumento de 6.000% nos deslizamentos de Terra registados numa ilha do arquipélago ártico canadiano com imagens obtidas através do Timelapse do Google Earth.

tek earth 2019

É de destacar ainda que tudo isto está agora embrulhado numa nova interface, desenhada com base na linguagem visual da Google, o Material Design 2.0. E que não é apenas nos computadores que as suas potencialidades se encerram. Outra das novidades diz respeito à transposição do sistema do desktop para o mobile. Até hoje, o Timelapse só estava disponível no website do Earth, mas agora é possível aceder através de smartphone e tablet.

Ao todo, são mais de 15 milhões de imagens por satélite que aqui estão reunidas e que podem ser exploradas gratuitamente através deste link.

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