Inventores e equipas foram hoje distinguidos pelo Instituto Europeu de Patentes (IEP), a propósito do Prémio Europeu do Inventor 2021, que premeia a inovação. Os premiados foram reconhecidos pelas suas contribuições em áreas como o fornecimento de medicamentos por via nasal, armazenamento de dados baseado em ADN, nano-materiais em odontologia, células solares para carregamento automático de dispositivos, semicondutores orgânicos e progressos em engenharia de tecidos.

A maior distinção da cerimónia foi concedida ao físico alemão Karl Leo, que recebeu o prémio “Consagração de Carreira”, pelo seu trabalho pioneiro no desenvolvimento de díodos orgânicos emissores de luz altamente eficientes, conhecido como OLEDs. A tecnologia é utilizada nos ecrãs dos equipamentos, dos smartphones, televisores ou computadores. Os seus OLEDs permitem uma melhoria ao nível da luminosidade da imagem, resolução de cor e eficiência energética em dispositivos eletrónicos. Karl Leo também fundou várias empresas ao longo de 30 anos.

António Campinos, Presidente do IEP, saliente que “nestes tempos desafiantes, é inspirador ver a criatividade e dedicação demonstradas por estes inventores que trazem soluções inovadoras para o mundo”. Refere ainda que as conquistas recordam que os obstáculos são ultrapassados pela imaginação, o conhecimento e o engenho, sobretudo na capacidade de transformar uma ideia inovadora num produto comercializável.

A organização refere que este ano houve centenas de inventores e equipas propostos para o prémio, de países como a Áustria, Alemanha, Índia, Noruega, Sérvia, Suécia, Suíça, e dos Estados Unidos da América. E foram selecionados por um júri internacional independente para as cinco categorias.

Para a categoria de Indústria de “Melhor fornecimento de medicamentos por via nasal”, o prémio foi para o norueguês Per Gisle Djupesland. Inventou um equipamento médico que usa a forma e função do nariz para melhorar a administração de medicamentos. A sua invenção já é um sucesso e a sua empresa já está cotada na bolsa de valores, desenvolvendo outras soluções médicas inovadoras, diz a IEP.

Na área de Investigação, Robert N. Grass e Wendelin Stark (Áustria/Suíça) foram consagrados pelo projeto de Armazenamento de dados baseado em ADN. Conceberam um novo método de preservação de dados através da sua conversão em código genético. Foi utilizado a fossilização artificial em esferas de vidro minúsculas. O seu método vai permite armazenar dados durante milénios. Também o seu sistema permite rastrear os produtos ao longo de toda a cadeia de fornecimento.

Para o prémio na categoria Países Não europeus, a americana, de descendência indiana, Sumita Mitra, fez avanços na odontologia. O seu sistema de nanoclusters permite preenchimentos robustos e duradouros, e esteticamente mais agradáveis na dentição. O seu sistema já foi utilizado em mil milhões de restaurações diárias em todo o mundo.

Na categoria de PMEs, os suecos Henrik Lindström e Giovanni Fili foram distinguidos pelo trabalho com células solares flexíveis para dispositivos portáteis. As suas células solares tingidas podem ser impressas à medida e em quase todas as formas e cores, assim como gerar eletricidade dentro de casa. Estas podem ser integradas em diversos equipamentos eletrónicos, que permitem o carregamento automático dos mesmos.

Por fim, o prémio do Público foi para Gordana Vunjak-Novakovic, uma investigadora sérvio-americana, sobre o progresso em engenharia de tecidos.  É referido que a investigadora abriu novos horizontes na medicina regenerativa ao desenvolver uma forma de fazer crescer novos tecidos ex vivo (fora do corpo) utilizando as células do próprio paciente.

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