A Comissão Europeia anunciou ontem que se recusa a definir publicamente um prazo limite para se pronunciar oficialmente sobre o processo de abuso de poder concorrencial por parte da Microsoft. O anúncio surge depois de no passado mês de Março a Comissão Anti-Monopólio da UE ter afirmado que a decisão final ainda estava por meses, isto depois de cerca de três anos de investigações.

Sobre esta decisão a porta-voz da Direcção-geral da Concorrência, Amélia Torres, adiantou em conferência de imprensa que “as anteriores falhas nas previsões obrigam-nos a não avançar com mais nenhuma data limite (...). Não avançámos as outras previsões por iniciativa própria mas em grande parte devido à pressão dos média e por isso, agora, vamos resistir às pressões da comunicação social", segundo citação da agência Reuters.

Entre vários aspectos, a Comissão adiantou que está presentemente a investigar se a Microsoft terá desenhado o seu sistema operativo Windows de forma a que este funcione melhor com os seus próprios servidores do que com os dos seus rivais. Outra das questões em cima da mesa é saber se o programa Media Player está, também ele, em situação de vantagem em relação aos seus concorrentes.

Entretanto uma fonte não identificada da Comissão Europeia indicou também à Reuters que está igualmente a ser analisada a incorporação do Media Player no Windows, uma área que até agora não tinha sido incluída no processo .

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