Uma das maiores limitações dos melhores equipamentos de realidade virtual é que não conseguem funcionar por si só. Tanto os Oculus Rift como os HTC Vive, por exemplo, precisam de estar ligados por cabo a um computador, o que, consequentemente, constrange a mobilidade ao utilizador. Mas há empresas a trabalhar numa solução.

Ainda sem suprimir a necessidade de um computador, a HP, a MSI e a Zotac decidiram dar a volta ao problema com novo hardware que se pode “usar às costas” como se de uma mochila se tratasse.

A proposta da MSI ainda não foi totalmente revelada e é provável que tal só aconteça durante a próxima semana, na Computex. No entanto, diz-se que este computador terá um processador Intel Core i7 e uma placa gráfica GeForce GTX 980.

A HP, por sua vez, não deverá lançar a sua “mochila” tão cedo, mas é provável que as especificações sejam semelhantes às de um computador de jogo que suporte RV. A mochila vai fazer parte da sua recente gama de produtos gaming, a OMEN.  

Dada a particularidade de este ser um PC wearable, o peso é uma característica a ter em conta e neste aspeto, a HP promete que a mochila não pesará mais do que 4,5 Kg.
Além disso, vai funcionar com recurso a três baterias (duas substituíveis e uma terceira que impede a máquina de se desligar durante as trocas) que só deverão ter autonomia para uma hora de jogo.
Este equipamento deverá ser vendido com um rato e um teclado wireless que vão torná-lo em mais do que um hardware móvel para jogar em realidade virtual.
A Zotac, por outro lado, apostou numa abordagem diferente. A empresa macaense não tratou de construir uma peça totalmente nova para tornar a realidade virtual numa tecnologia móvel, mas sim na reestruturação dos seus minicomputadores ZBOX e no desenvolvimento de uma mochila adequada para emparelhar com os equipamentos.
A tecnológica acompanhou o anúncio deste novo produto com um vídeo onde se pode assistir ao teste de uma destas mochilas, mas não revelou mais pormenores acerca do produto. 

Apesar de nenhuma das empresas revelar na totalidade todas as especificações dos seus gadgets, já é possível traçar um perfil geral do que serão estes computadores. 

Espera-se, no entanto, que o aquecimento e o peso destes seja também levado em conta, até porque jogar em realidade virtual com cinco quilogramas de peso quente às costas não deverá ser o exercício mais confortável de sempre.

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