A indústria dos videojogos está à beira de dar o passo definitivo para soluções ligadas à cloud, não apenas na oferta de serviços streaming de jogos, mas no que diz respeito às infraestruturas de produção. A Electronic Arts pretende dar esse salto ao anunciar o Project Atlas, uma plataforma de desenvolvimento de jogos a qual alocou mais de 1.000 pessoas, espalhadas por diversos estúdios da empresa espalhadas pelo mundo. A tecnologia permite construir jogos de raiz e corrê-los num servidor cloud, explica a gigante em comunicado.

Esta plataforma será unificadora de todas as tecnologias da Electronic Arts, incluindo o motor Frostbite que alimenta a maior parte dos jogos da empresa, incluindo FIFA e Battlefield, com ferramentas de inteligência artificial e machine learning. A revelação vai de encontro à aquisição, no início do ano, da GameFly, especialista em tecnologia de gaming em cloud.

Até aqui, outras tecnológicas têm apresentado as suas soluções de oferta de jogos via streaming, como a Microsoft, a Google, a NVidia, entre diversas outras. Mas enquanto estes serviços estão a adaptar os jogos para correr nas suas plataformas, o plano da Electronic Arts parece passar por criar e correr os projetos nativamente na sua plataforma de streaming. Ou seja, a plataforma não será apenas desenhada para serviços, mas para servir de “motor” para o desenvolvimento de videojogos.

Embora não tenha sido adiantada uma data para o lançamento público da tecnologia, não surpreenderia se este estreasse com o lançamento de Anthem, o novo jogo da BioWare que pretende oferecer um mundo dinâmico para os jogadores explorarem.

No comunicado, a Electronic Arts oferece uma visão detalhada daquilo que pretende para o Project Atlas e como este poderá mudar o paradigma atual do acesso aos videojogos.

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