Investigadores da Georgia Institute of Technology desenvolveram um sistema informático que consegue criar níveis de videojogos depois de assistir a vídeos com esse tipo de conteúdo no YouTube, ou em plataformas de streaming como o Twitch. Qual o primeiro jogo em que foi testado? O Super Mario da Nintendo, claro.

Em vez de prestar atenção ao personagem do videojogo, o sistema observa os outros elementos visíveis no ecrã, como as moedas, os blocos e os inimigos. A partir daí, estabelece algumas regras - os tubos saem normalmente do chão e a largura máxima que um salto pode ter são dois exemplos. Para além disso, o computador deteta quais as seções em que os jogadores passam mais tempo e recolhe toda essa informação.

"Uma avaliação inicial da nossa abordagem indica uma capacidade para produzir seções de níveis que são jogáveis e idênticas às originais, Sem definir nenhum critério de design no código final", declarou Matthew Guzdial, responsável pelo projeto, citado em várias meios da imprensa internacional. Depois de visualizar 17 exemplos de jogos, o computador foi capaz de criar 151 níveis diferentes. O número aumentou para 334, quando os investigadores diminuíram as restrições. Os pedaços resultantes podem ser colados num único nível e facilmente transferido para diversos dispositivos de jogos.

Mark Riedl, que também participou no projeto, afirmou que ao aplicar esta técnica em vários jogos do mesmo género, as regras são estabelecidas de início e os jogos completos são criados por algoritmos. Assim, estamos a caminhar para que no futuro os videojogos de sucesso possam não ser desenvolvidos por humanos.

Na conferência E3 de 2015, a Nintendo anunciou que vai disponibilizar a partir de setembro uma ferramenta que permite ao utilizador construir os seus próprios níveis de jogo, o Mario Maker.

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