Chamada esta quarta-feira à comissão de inquérito sobre a Fundação para as Comunicações Móveis, a antiga ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou que "não estava pintada a cara do Magalhães", nas especificações definidas pelo Governo para o computador que seria distribuído aos alunos do 1º ciclo.

A ex-responsável política, que fez parte da task force que decidiu tais especificações, defendeu perante os deputados que não havia nada nas exigências feitas que induzisse a que só se pudesse comprar o computador da JP Sá Couto. "Existiam outros equipamentos, mas não tinham as condições de preço do Magalhães. O Magalhães foi o computador que melhor respondeu", cita o Jornal de Negócios.

Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que "não estava dito que a capa tinha que ser azul ou vermelha. As especificações iam ao encontro do que era a necessidade dos alunos do 1º ciclo".

Já no que diz respeito ao acesso à Internet, quando questionada sobre o lucro que as operadoras conseguiram ter com este projecto, Maria de Lurdes Rodrigues confessou não saber responder "porque de facto, mal comparado, isso significava que não distribuíamos leite aos alunos, porque os fornecedores vão ter lucro"

"O Governo defendeu um interesse público, ao definir um preço máximo", acrescentou.

A Comissão de Inquérito sobre a Fundação das Comunicações Móveis continua amanhã. Zeinal Bava é o "senhor que se segue", depois desta semana já terem sido ouvidos Ângelo Paupério, da Sonaecom e António Coimbra, da Vodafone, além de Maria de Lurdes Rodrigues.

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