A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) suspendeu a experiência-piloto com o software informático CITIUS MP no seu departamento, devido à falta de segurança e más performances do sistema.

Segundo avança a edição desta sexta-feira do semanário Sol, Maria José Morgado terá, inclusivamente, proibido os magistrados da 1.ª Secção de utilizarem a aplicação, resultando em que o software seja apenas utilizado por funcionários judiciais, para efeitos de notificações.

O objectivo do Governo é que os inquéritos-crime sejam geridos através do CITIUS MP, - seja através da digitalização de toda a documentação, seja através de comunicações com o exterior (tribunais, polícias e bases de dados do Ministério da Justiça, entre outros).

O alargamento do sistema a todos os serviços do Ministério Público está contudo dependente da autorização da Procuradoria-Geral da República. Algo que, por sua vez, está dependente dos resultados da experiência-piloto que decorre desde 2008 na 1.ª Secção do DIAP de Lisboa.

O Sol recorda que José Tribolet, um dos maiores especialistas portugueses em segurança informática, corroborou as críticas de Maria José Morgado num parecer emitido a pedido do procurador-geral, Pinto Monteiro.

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