A Intel renovou durante os últimos meses a linha de processadores que se destinam aos computadores para o mercado de consumo. Mas a fabricante de chips reconhece no sector empresarial uma fase de transformação e de modernização, dois factores que foram aproveitados para a introdução das versões profissionais dos chips Haswell.

Os Haswell i5 e Haswell i7 vPro não diferem muito dos correspondentes para o mercado de consumo, permitindo a exploração de algumas funcionalidades que são específicas para o segmento empresarial.

A possibilidade de aceder a uma Virtual Private Network (VPN) sem a necessidade de uma palavra-passe, já que a validação é feita pela própria versão do firmware instalado, a hipótese de gerir remotamente o PC, como apagar a unidade SSD, ou o reforço da segurança do próprio Kernel do sistema operativo são alguns dos atrativos.

Os Haswell "empresariais" permitem ainda localizar dentro de uma mesma rede Wi-Fi a posição física dos colaboradores e, como seria de esperar, permitem um melhor desempenho e autonomia relativamente à geração de chips anteriores. A Intel defende ainda que as empresas conseguem reduzir a médio prazo os custos associados ao investimento - em comparação com outras soluções -, poupança que é feita através dos menores custos com a gestão e com o software.

Se os Haswell se destinam a computadores portáteis, ultrabooks, a convertíveis e a All in One, os tablets recebem uma versão própria de um processador para o mercado empresarial. O Atom Z3000 é o topo de gama para endereçar as necessidades de empresas e empresários. Em ambos os processadores a Intel teve a preocupação de reforçar o desempenho gráfico pois sabe que atualmente os equipamentos têm que responder a uma usabilidade profissional, mas também pessoal.

Nos próximos meses a gigante norte-americana vai colocar no mercado cerca de 70 modelos de equipamentos com processadores Haswell vPro, enquanto o Atom vai marcar presença numa dezena de tablets.

Numa apresentação para a imprensa em Lisboa, o gestor de negócios da Intel Portugal, Alexandre Santos, revelou ainda um pouco do que a empresa tem reservado para o início de 2014. Na CES está previsto o lançamento de um chip com suporte para todas as redes LTE do mundo, enquanto na Mobile World Congress vai ser apresentada a família de processadores para convertíveis e dispositivos móveis que vai suportar arquiteturas de 64-bits.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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