Seja no segmento empresarial ou no mercado de consumo, a Lenovo definiu objetivos ambiciosos. Ainda em 2015 a gigante asiática quer assumir uma quota de mercado de 20% no segmento dos computadores, o que lhe dará a segunda posição no ranking global. Um número meteórico tendo em conta que as operações no mercado português são recentes e ainda não atingiram sequer o primeiro aniversário.

Neste momento e tendo em conta os resultados preliminares da IDC para o primeiro trimestre do ano, a Lenovo tem uma quota de 9,9% na área empresarial e uma quota de 9% na área de consumo.

Se duplicar as quotas, como definido, então a empresa conseguirá o segundo lugar no mercado dos computadores empresariais e a terceira posição no ranking do consumo - o que lhe deverá dar a segunda posição geral tendo em conta a venda total de PCs.

Para concretizar os objetivos do lado de consumo a tecnológica firmou parceria com todas as grandes cadeias de retalho em Portugal e desde março que já é possível encontrar computadores e outros equipamentos Lenovo nesses espaços. O gestor para esta área de negócio, Carlos Cunha, revelou ainda durante um encontro com a imprensa que a marca vai apostar em espaços próprios dentro do retalho.

Nos próximos dias vão ser inaugurados dois destes spots, o que aumenta para três o número de espaços da Lenovo em Portugal.

Já do lado empresarial a subsidiária portuguesa quer explorar novas possibilidades, como o facto de ver as suas máquinas elegíveis para serem usadas na Administração Pública, algo que poderá ser concretizado através de um novo programa da ESPAP, como confirmou o gestor Miguel Coelho.

Mas nem só de gadgets se faz a Lenovo. A tecnológica espera também crescer em Portugal ao nível dos recursos humanos esperando duplicar a equipa, para um total de 16 pessoas, se os objetivos forem cumpridos. Está ainda previsto um reforço das infraestuturas da empresa através de uma maior aposta em call centers e em serviços de pós-vendas. A integração da unidade de servidores da IBM, fruto de um negócio realizado em 2014, também deverá atrair novos clientes ao nível do storage, por exemplo.

Os sucessos da Lenovo

"Temos um dispositivo para cada utilizador e para cada nível de preço". É esta a filosofia da empresa que lhe tem permitido crescer num mercado onde era uma marca com muito pouca presença.

Em Portugal os dispositivos que a Lenovo mais vende ao nível de consumo são o portátil de gaming IdeaPad Y50 e um tablet Android com dez polegadas, tal como confirmou o responsável Carlos Cunha.

O mercado dos tablets é um no qual a Lenovo quer continuar a apostar, aproveitando todas as oportunidades. Querendo isto dizer que nos próximos meses deverá haver um reforço nos tablets com ecrãs de oito e dez polegadas ao nível do Android, enquanto no Windows a aposta vai fazer-se sobretudo nas dez polegadas e superiores.

Nos próximos meses não está prevista a chegada de novos computadores ao mercado português, mas a Lenovo está a preparar uma aposta nos all in one para a época do regresso às aulas.

Recorda-se que a Lenovo é a vendedora número um de computadores a nível mundial. E para perceber um pouco a dimensão de vendas da empresa - em PCs, tablets e smartphones -, enquanto leu este artigo a tecnológica comercializou cerca de 420 dispositivos, numa média de quatro gadgets por segundo, como foi revelado em conferência de imprensa.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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