Começou a chegar às escolas do 1º ciclo ainda em 2008, o portátil desenhado para responder às necessidades dos alunos do primeiro ciclo do ensino básico, mas ainda não se tornou uma ferramenta amplamente usada em todas as escolas onde está presente.



Com mais um ano lectivo perto do fim, o Jornal de Notícias fez uma ronda por algumas escolas do país e falou com representantes sindicais de várias regiões do país. O balanço dos testemunhos aponta para uma fraca utilização do portátil fabricado pela JP Sá Couto com base no design de referência da Intel (o Classmate).


Representantes dos sindicatos de professores para a Grande Lisboa e Norte manifestam opiniões idênticas em relação à utilização do portátil. Em Lisboa, a utilização será "raríssima" e justificam-no o facto de haver "alunos que não têm, os que avariam, são vendidos ou roubados", diz a fonte contactada. No norte a sensibilidade é idêntica e o sindicato da região classifica a utilização como muito limitada e adianta que em média não irá além de uma vez por semana.


O diário também falou com várias escolas e conclui que as razões para a fraca utilização do portátil são de diversa ordem. Entre estas surgem com alguma frequência queixas em relação à disponibilidade de ligações WiFi que assegurem uma ligação à Internet, mas também a falta de outro material informático de suporte às aulas, a (falta de) formação dos professores ou as frequentes avarias nos portáteis.


Os relatos mais positivos e que revelam um maior esforço para utilizar o Magalhães chegaram das escolas Fernando Pessoa em Lisboa, onde o Magalhães é usado nas aulas de apoio ao estudo com regularidade, da Escola da Praia, em Vila Nova de Gaia, onde o portátil também é ferramenta habitual de apoio às aulas, mais ou menos, tendo em conta os conteúdos a abordar em cada momento. Na região centro o diário recolheu igualmente alguns testemunhos que dão conta de uma utilização regular do equipamento, a par com outros, em sentido inverso.


É também apontado no artigo o caso dos Açores, onde o Magalhães foi preterido como suporte informático de apoio às aulas, depois do governo regional ter concluído que o sistema não funcionava, porque nem todos os encarregados de educação tinham comprado o equipamento e porque nem todos os alunos o levavam para a escola. A região optou por adquirir outros modelos que ficam sempre na escola à disposição dos alunos, como explicou fonte oficial.



Já foram distribuídos mais de meio milhão de Magalhães. No próximo ano lectivo volta ao terreno uma nova edição do programa, assegurada pelo Magalhães 2, novamente fabricados pela JP Sá Couto, que venceu o concurso público para escolher o fornecedor do portátil no centro do programa educativo de fomento ao uso das TIC, juntamente com a Prológica.

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