A área de produtividade já representa quase metade do negócio da Microsoft em Portugal, adiantou hoje a empresa numa conferência de imprensa onde partilhou números de adesão ao Office 2010 e aos serviços na cloud.

Segundo as contas da Microsoft, são já cerca de 22 mil os utilizadores portugueses de aplicações de produtividade na cloud, o Office 365, o que inclui o Microsoft Lync para comunicação de dados, voz e vídeo; o Sharepoint – ferramenta de portais e web; o Visio; o InfoPath e o Office. A solução foi lançada em Portugal em Junho do ano passado e já está agora totalmente em português.

Este número corresponde a 350 clientes, de empresas de diferentes dimensões, mas sobretudo de grandes empresas que têm pequenos grupos e organizações que tiram partido das ferramentas, explica Marco Santos, responsável pela área de negócios de produtividade na Microsoft em Portugal. As áreas de atividade onde estas empresas se movimentam vão desde o automóvel, turismo, metalurgia, consultoria, contabilidade m mobiliário.

A solução do Office 365 é vendida por toda a rede de parceiros da Microsoft, assim como a PT Negócios, cuja parceria foi anunciada no ano passado. Nesta área a empresa acaba de lançar uma nova iniciativa de promoção que inclui a oferta do pack Office 365 até Julho deste ano.

A expectativa de crescimento dos utilizadores é positiva, como adianta Marco Santos lembrando que existe um número significativo de PMEs que ainda não têm email, nem website, e que por um preço baixo podem ter acesso a serviços que antes necessitavam de maior investimento, o que é uma mais valia na melhoria de produtividade.

Atualizando os dados relativamente à utilização da mais recente versão do Office, o 2010, Marco Santos adiantou que 30% dos PCs em contexto empresarial já usam este pacote, sendo esta considerada pela empresa a taxa de adoção mais rápida relativamente às versões anteriores.

PMES apostam na cloud
Um estudo realizado pela consultora Vanson Bourne para a Microsoft mostra que as empresas reconhecem que o cloud computing é uma aposta clara para o futuro. Segundo os números hoje partilhados pela Microsoft, relativamente aos inquéritos realizados em Portugal, 66% dos gestores consideram que a cloud vai ser importante para o futuro das PMEs e 36% afirmam que tencionam adotar o modelo no próximo ano.

Mesmo reconhecendo a maior flexibilidade para o negócio, a poupança de custos e a previsibilidade, assim como o aumento de produtividade, ainda persistem nas empresas algumas dúvidas relativamente às tecnologias de cloud, nomeadamente em relação à localização dos dados e à privacidade.

Nesta área Marcos Santos lembrou que a Microsoft diz sempre onde estão os dados e onde estão replicados, e que os seus datacenters cumprem todas as normas europeias e dos Estados Unidos, oferecendo por isso poucos riscos nesta área, enquanto as infraestruturas localizadas nas empresas podem não cumprir os mesmos critérios.

Questionado pelo TeK quando à racionalidade dos custos nas soluções de cloud face ao investimento em pacotes de produtividade em modelo de licenciamento tradicional, que habitualmente têm um tempo de vida de cerca de 5 anos, Marcos Santos admite que depende dos modelos. Mas garante que se for considerada nas contas do licenciamento tradicional a necessidade de investir ou manter uma infraestrutura para suportar as ferramentas, com segurança, replicação e backups, o modelo de cloud é claramente mais racional em termos económicos.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

Nota da Redação: A notícia foi atualizada com mais informação.

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