O Windows 10 é para as empresas. Esta foi a mensagem que a Microsoft Portugal transmitiu mais do que uma vez durante um evento no qual apresentou a Technical Preview da nova versão do sistema operativo. E isto acontece por dois motivos: por o Windows 10 marcar um regresso a um ambiente mais desktop, o que irá seduzir as empresas; e porque a Microsoft tem uma grande responsabilidade no mercado empresarial.



“Estamos numa versão que marca a mudança do Windows, vamos estar a servir uma nova vaga de clientes, de forma diferente”, disse a responsável pela divisão Windows, Rita Santos. Um dos aspetos que a Microsoft Portugal quer assegurar, por exemplo, é a fácil transição das empresas do Windows 7 – o Windows XP tem uma quota residual – para o Windows 10.



“Queremos ter aqui uma opção para que as empresas possam ter um novo Windows”, adiantou a executiva da subsidiária portuguesa.



Para isso estão a promover sobretudo duas áreas do novo sistema operativo: a questão da segurança, em que é possível definir métodos de autenticação em dois passos e VPN para aplicações específicas; e a questão das atualizações mais práticas, em que um colaborador pode ir para casa e quando voltar no dia seguinte encontra um novo sistema operativo ou um novo pacote de ferramentas de trabalho, sem ter perdido acesso aos seus dados.



“O formatar o computador e o reinstalar do sistema operativo é algo com o qual queremos acabar... pelo menos minimizar”, explicou o responsável do Windows para o sector empresarial, Nino Torres.



A dedicação para o segmento corporativo é de tal forma significativa que as empresas poderão ter a sua própria loja de aplicações e soluções dentro da loja do Windows, tudo para que haja uma maior liberdade e capacidade de resposta às diferentes situações.



Mas se a Microsoft apresenta o Windows 10 como sendo para as empresas, em que ponto é que “nós” ficamos?



Convergência é a palavra de ordem


“Isto não é uma lógica de exclusão, é uma lógica de prioridades”, disse Rita Santos a propósito do tema. Isto porque, a Microsoft tem neste momento uma grande responsabilidade no sector empresarial à qual é preciso corresponder de imediato.



Um desses exemplos é a responsabilidade de retrocompatibilidade. O Windows pode evoluir de muitas formas, mas é sempre necessário herdar questões de sistemas anteriores para que diferentes soluções não fiquem de um momento para o outro obsoletas.



Como é óbvio, a Microsoft não está disposta a abrir mão dos utilizadores finais em diferentes plataformas, apesar de reconhecer que atualmente empresas como a Apple e a Google estão a obrigá-la a correr atrás do prejuízo.



A Microsoft pretende focar o Windows 10 mais nos consumidores a partir do próximo ano, altura em que começará também a falar da convergência que tanto almeja para o ecossistema. E esta será a chave que a tecnológica norte-americana vai usar para tentar convencer a maioria dos utilizadores finais.



Um Windows para todas as plataformas, desde os telemóveis, à consola Xbox One, até aos televisores. Mas esta é uma realidade que não vai acontecer de forma imediata, isto é, quando o Windows 10 for lançado para os computadores, nada implica que fique também desde logo disponível para telefones e para a consola doméstica da empresa. Rita Santos diz que será um sistema de continuidade e em evolução constante.



Já do lado dos programadores, também a ideia de desenvolver uma única aplicação que funciona em diversos formatos e equipamentos é apelativa. Mas Nino Torres deixou o aviso: será necessário criar a aplicação com este foco.



Questionado sobre a facilidade de portar aplicações existentes para a nova plataforma “unitária” do Windows, Nino Torres explicou que tudo depende do trabalho que já está feito e da forma como foi feito. Uma aplicação que tenha sido desenvolvido para o interface moderno do Windows 8, por exemplo, conseguirá adaptar-se facilmente à nova realidade do sistema operativo e a todos os dispositivos.



A Microsoft convida: mexam no novo Windows


Quanto à Technical Preview propriamente dita a Microsoft Portugal mostrou sobretudo os pontos que mostram claramente que este novo Windows é uma versão híbrida das versões 7 e 8: o regresso do Menu de Início com mosaicos dinâmicos e a facilidade em usar aplicações modernas também numa lógica de janelas desktop.

Os interessados podem descarregar a Technical Preview a partir deste link, e podem também relembrar as principais novidades do Windows 10 no artigo preparado pelo TeK aquando do anúncio mundial do sistema operativo.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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