Em outubro de 2011, deu-se início ao lançamento dos primeiros satélites Galileo, que totalizam agora 18. Contudo, o objetivo da Agência Espacial Europeia (ESA) é ter uma “constelação” formada por 30 satélites até 2020.

Com esta rede pretende-se criar um sistema europeu de geoposicionamento, ou seja, um GPS da Europa.

Mas sabe-se agora que estes satélites, que começaram a disponibilizar serviços limitados de geolocalização em dezembro passado, estão a ter alguns problemas.

De acordo com a BBC News, cada satélite está equipado com dois relógios de rubídio e com dois de hidrogénio, e, ao que parece, 9 dos 72 relógios estão avariados: três de rubídio e seis de hidrogénio.

A causa das avarias é ainda desconhecida, e, apesar de não ser adiantado quantos satélites, ao certo, foram afetados por este problema, sabe-se que um deles perdeu dois dos relógios.

A ESA tinha planeado dar continuidade aos lançamentos para preencher a “constelação” de satélites, mas, à luz das recentes complicações, estes planos podem vir a ser suspensos.

Citado pela emissora britânica, o diretor-geral da ESA, Jan Woerner, revela que ainda não foi tomada nenhuma decisão nesse sentido, mas que a interrupção do programa Galileo é uma possibilidade que não foi descartada.

Os técnicos da ESA estão a colaborar intimamente com os fabricantes dos relógios atómicos e dos satélites para chegarem ao cerne do problema.

As informações divulgadas indicam que a agência espacial indiana também usa nos seus próprios satélites de geolocalização os mesmo relógios que estão embutidos nos Galileo. No entanto, consta que não terão sofrido quaisquer avarias.

Estes relógios são concebidos para serem altamente precisos, e a precisão é a “coluna vertebral” de um sistema de geoposicionamento, definido por duas principais variantes: localização geográfica e código de tempo.

Os Galileo já estavam a emitir alguns serviços GPS, mas apenas os utilizadores dos Aquaris X5 Plus, da marca espanhola BQ, podiam aceder a eles.

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