Depois de ter virado as suas baterias primeiro para as empresas norte-americanas que constam na lista da Fortune 1000, o Grupo SCO está agora a alargar o âmbito dos possíveis alvos de processos por infracção de direito de autor através do uso de sistemas Linux. A empresa anunciou ontem o alargamento da SCO Intellectual Property License a nível mundial, iniciando a sua promoção nos mercados britânico e francês.



Mantendo a sua afirmação de que o sistema operativo Linux viola os seus direitos de autor em relação ao Linux, adquiridos à Novell, o SCO Group tem até agora limitado o seu âmbito de acção aos Estados Unidos e às 1000 maiores empresas listadas pela revista Fortune. Mas Blake Stowell, director de comunicação do Grupo, admitiu à Newsfactor que o facto da SCO estar agora a promover o licenciamento no Reino Unido não significa que esteja a preparar novos processos neste país.



Segundo comunicado à imprensa, a SCO vai também começar a promover o licenciamento para as empresas noutros países a partir de 1 de Fevereiro. Recorde-se que em Novembro a SCO organizou em Lisboa uma "sessão de esclarecimento", mas na altura o sistema de licenciamento para os utilizadores de Linux só funcionava ainda nos Estados Unidos e não havia qualquer previsão para o seu alargamento à Europa (Veja Notícias Relacionadas).



Apesar de várias ameaças, a SCO só processou ainda a IBM, pedindo uma indemnização de 3 mil milhões de dólares, alegando a utilização indevida de código proprietário do Unix no Linux. Porém a empresa parece estar a ter um bom resultado financeiro do sistema de licenciamento para utilizadores de Linux, que alegadamente evita complicações legais às empresas. A Sun e a Microsoft já aderiram a este sistema, pagando um valor não divulgado à SCO.


O Grupo SCO tem vindo a continuar a sua estratégia de intimidação das empresas, tendo enviado a 19 de Dezembro cartas a mais de 3000 empresas, sustentando a sua posição e avisando-as para os riscos legais de continuarem a usar o Linux face à violação de propriedade intelectual do Unix.



Na abordagem europeia do sistema de licenciamento a SCO preparou um preço promocional para as empresas que queiram subscrever este acordo, cobrando por agora apenas 699 dólares por cada processador de um servidor e 199 dólares por desktop. A empresa avisa ainda que os fabricantes que usem o sistema Linux embebido para gerir os equipamentos também podem subscrever esta licença.

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